Corpo pode ser de Jhony Henrique dos Santos, de 31 anos
O mistério em torno do desaparecimento de Jhony Henrique dos Santos, de 31 anos, pode ter chegado a um fim trágico nesta quarta-feira (8). O corpo que pode ser do homem que estava sumido desde a última quarta-feira (1º) foi encontrado enterrado dentro de uma canaleta de esgoto na Grota Belo Monte, localizada no bairro…
O mistério em torno do desaparecimento de Jhony Henrique dos Santos, de 31 anos, pode ter chegado a um fim trágico nesta quarta-feira (8). O corpo que pode ser do homem que estava sumido desde a última quarta-feira (1º) foi encontrado enterrado dentro de uma canaleta de esgoto na Grota Belo Monte, localizada no bairro do Jacintinho, em Maceió.
A localização do cadáver mobilizou equipes do 13º Batalhão da Polícia Militar e do 9º Distrito Policial. O resgate evidenciou o cenário extremo de insalubridade e a precariedade do acesso à região.
Amigos desconfiaram de “goma de cimento” no esgoto
De acordo com os relatos, familiares e amigos haviam iniciado buscas por conta própria após a Polícia Civil realizar diligências preliminares na região sem sucesso, devido à escuridão e à complexidade geográfica do terreno.
Na manhã seguinte, Erivan Francisco, comerciante e amigo da vítima, decidiu refazer o trajeto do esgoto sanitário que corta a grota. Foi quando notou uma alteração estranha no leito da vala.
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“A gente se mobilizou para tentar encontrar o corpo. Hoje de manhã, eu e outro colega viemos ao local e eu constatei que tinha uma goma de cimento. Pensei: ‘Espera aí, tem alguma coisa errada. Infelizmente aqui não tem nenhuma obra para terem feito isso’. Pedi uma enxada e, quando começamos a cavar, vimos a parte do pé”, relatou Erivan à TVPontaVerde, explicando que imediatamente suspendeu as escavações e acionou as autoridades.
Reconhecimento e cenário insalubre
A ex-companheira de Jhony Henrique esteve presente no local e conseguiu identificar a vítima antes mesmo da exumação completa. “Eu reconheço pelo pé. O pé dele ficou de fora e eu reconheço o pé do meu ex-marido”, afirmou, emocionada.
O cenário onde o corpo foi ocultado reflete condições subumanas. Para alcançar o ponto exato da cova improvisada — que ficava sob estruturas de palafitas e pilastras de concreto —, a reportagem e os policiais precisaram descer por escadas improvisadas em meio a um forte odor, dejetos expostos e proliferação de roedores.
A principal suspeita da polícia é de que a vítima tenha sido atraída para uma emboscada no local antes de ser assassinada e ocultada sob a camada de cimento. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca identificar os autores e a motivação do crime.



