domingo, junho 7, 2026
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Dois anos depois, Otaviano Costa relembra dia em que recebeu diagnóstico de aneurisma da aorta: ‘Bomba-relógio’


Era véspera de festa. A família inteira reunida nos últimos preparativos para celebrar os 50 anos de Flávia Alessandra. E Otaviano Costa foi ao médico cardiologista e ouviu a frase que mudaria a sua vida: “Você tem uma bomba-relógio dentro de você.” Dois anos após aquele 6 de junho de 2024, o apresentador voltou a…

Era véspera de festa. A família inteira reunida nos últimos preparativos para celebrar os 50 anos de Flávia Alessandra. E Otaviano Costa foi ao médico cardiologista e ouviu a frase que mudaria a sua vida: “Você tem uma bomba-relógio dentro de você.”

Dois anos após aquele 6 de junho de 2024, o apresentador voltou a esse momento em um vídeo publicado nas redes sociais na noite de sábado. Otaviano reconstruiu cada detalhe de uma tarde que começou como um check-up de rotina e terminou como uma virada de vida.

Tudo começou com uma dorzinha discreta. Durante uma viagem a Buenos Aires, Otaviano sentiu um incômodo na costela, um sinal físico que, em outras circunstâncias, talvez fosse ignorado entre uma agenda e outra. Mas foi esse mesmo sinal que o levou a marcar, ao retornar ao Rio, um ecocardiograma com um cardiologista. Havia anos que ele não fazia um check-up do coração.

O que o médico encontrou naquele exame não tinha nenhuma relação com a dor nas costas. Era algo muito maior: um aneurisma da aorta ascendente torácica em estágio de alto risco. Deitado de lado, coberto de eletrodos, Otaviano ouviu o especialista recuar na cadeira, tirar os óculos e perguntar, devagar: “Você sabe o que você tem aqui dentro, Otaviano?”

O diagnóstico foi direto: a aorta ascendente estava dilatada em um nível perigoso, com risco real de ruptura a qualquer momento, e uma ruptura da aorta, como o médico frisou sem meias palavras, é irreversível. Nenhum supino, nenhuma mala carregada, nenhuma corrida atrás de uma bola. E, definitivamente, nenhuma montanha-russa na viagem que ele planejava fazer à Disney com os sobrinhos dali a 30 dias.

Para Otaviano, a palavra “aneurisma” tinha um único significado: morte. Ele havia perdido um tio-avô, o tio Custódio, por um aneurisma cerebral. Ouvir aquilo era, nas suas próprias palavras, como se “o alçapão da vida tivesse aberto sobre meus pés e tudo virado de cabeça pra baixo.”

Naquela noite, Otaviano voltou para casa em silêncio. A família estava reunida para a festa de Flávia. Seus pais estavam lá. Todo mundo estava em clima de celebração. Ele não contou nada.

“Como é que eu conto para a Flávia? Sendo que amanhã é o aniversário de 50 anos dessa mulher?” lembrou ele no vídeo.

Na manhã seguinte, enquanto a casa se preparava para a festa, Otaviano foi às 6h30 fazer um segundo exame. O médico havia pedido uma tomografia para investigar um possível segundo aneurisma, na área onde a dor nas costas havia se manifestado. Foram horas de apreensão. O resultado, para alívio de todos, revelou que o incômodo nas costas era apenas uma questão muscular. Havia somente um aneurisma,mas esse, confirmado e grave, precisava de intervenção cirúrgica imediata.

Para ele, tudo aquilo foi, antes de qualquer coisa, uma bênção. A dor nas costas que não tinha relação com o aneurisma foi a que chamou o médico. O exame marcado às pressas foi o que revelou o problema. O diagnóstico que chegou cedo foi o que tornou a cirurgia viável.

“Não seja engolido pela onda das conquistas, da realização dos sonhos sem perceber a sua saúde. Continue vivendo, continue, vá pra cima, mas não deixe de se cuidar. Especialmente pela família que você ama, pelas pessoas que você quer bem”, disse Otaviano no vídeo desta semana.

Relembre a cirurgia

No dia 10 de julho de 2024, Otaviano Costa foi submetido a uma cirurgia de oito horas no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O procedimento envolveu a correção do aneurisma da aorta ascendente torácica e a troca da valva aórtica, uma operação de alta complexidade que exigiu equipe especializada e dias de recuperação intensa.

Flávia Alessandra, que esteve ao lado do marido durante todo o processo, registrou cada etapa da recuperação. Os primeiros passos com drenos ainda no corpo, o apoio dos enfermeiros, as caminhadas nos corredores do hospital para o recondicionamento físico, os exercícios de fisioterapia feitos em família. Uma semana após a cirurgia, Otaviano recebeu alta e voltou para casa com a missão de reconstruir o próprio corpo e, como ele mesmo reconheceria depois, a própria perspectiva de vida.

“Estou curado e sou extremamente grato por estar vivo ao lado das minhas meninas”, disse ele à época, posando com Flávia, a filha Olivia, de 14 anos, e a enteada Giulia Costa.

A enteada Giulia Costa, filha de Flávia com o ator Marcos Paulo, falecido em 2012 por embolia pulmonar, observou de perto a transformação do padrasto. E descreveu com uma precisão afetiva rara o homem que surgiu do outro lado da cirurgia.

— O Tiano sempre foi muito manteiga derretida. Agora, passa uma abelha, ele já está chorando! Mas eu acho que depois de tudo, quando a gente passa por um susto assim, colocamos na ponta do lápis e vemos como não temos controle de nada, como não importa você ter todo o dinheiro do mundo. A vida é delicada. A gente começa a dar valor para as coisas que realmente importam: o tempo em família, os amigos, quem a gente ama — disse ela ao EXTRA no ano passado.

Giulia também ressaltou um efeito colateral positivo do episódio: o susto com Otaviano mobilizou a família a ficar mais atenta à saúde preventiva dos homens ao redor.

— Mulher já tem um costume de fazer exame de rotina. Mas o homem, acredito que até por questões machistas, não. Aí a mulher tem que marcar o exame para o homem… O susto com Tiano alertou ainda mais sobre isso. A gente fica mais no pé do meu avô, do meu tio — afirmou.





Fonte: Alagoas 24h

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