Mato alto toma conta das covas | Ascom DPEAL
A Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) identificou um cenário de abandono e irregularidades no Cemitério Público São Luís, localizado no bairro Santa Amélia, em Maceió, durante uma vistoria realizada nessa quarta-feira (7). A inspeção, motivada por denúncias de moradores, revelou vegetação alta cobrindo sepulturas, covas abertas nos corredores de passagem e a presença de animais…
A Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) identificou um cenário de abandono e irregularidades no Cemitério Público São Luís, localizado no bairro Santa Amélia, em Maceió, durante uma vistoria realizada nessa quarta-feira (7). A inspeção, motivada por denúncias de moradores, revelou vegetação alta cobrindo sepulturas, covas abertas nos corredores de passagem e a presença de animais como caramujos no local.
A equipe liderada pelo coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, defensor público Othoniel Pinheiro, constatou que as falhas estruturais dificultam a mobilidade interna e comprometem o atendimento digno às famílias. Diante dos problemas, o órgão oficiará a Autarquia de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (ALURB) para exigir explicações formais e providências imediatas.

O acompanhamento dos cemitérios públicos da capital faz parte de uma ação contínua iniciada em 2024 para fiscalizar a oferta de vagas e a manutenção das instalações. No final de 2025, a Defensoria acompanhou o início das obras de expansão do Cemitério São Luís, que prometiam criar 1.600 novas vagas de sepultamento. Contudo, cerca de dez meses após a fiscalização inicial, os serviços permanecem inacabados.
O defensor público Othoniel Pinheiro cobrou a intervenção do município para assegurar o respeito à população durante o momento de luto.

“Voltamos ao Cemitério São Luís e constatamos que problemas identificados anteriormente continuam sem solução. O mato cobre covas e corredores, enquanto os sepultamentos realizados nos corredores dificultam a circulação. É preciso que o poder público apresente esclarecimentos e adote as medidas necessárias para garantir condições adequadas de sepultamento e, principalmente, preservar a dignidade das famílias que precisam utilizar o espaço”, afirmou Othoniel Pinheiro.
A Defensoria Pública manterá a fiscalização rigorosa sobre as obras de ampliação e as ações de limpeza requeridas junto ao poder público municipal.




