segunda-feira, agosto 31, 2026
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Empresário corintiano deve ser julgado hoje por matar esposa palmeirense


Leonardo e Érica Ceschini eram casados. Marido é acusado de matar a mulher após discutir com ela por causa de futebol em São Paulo — Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

Após cinco anos, a Justiça de São Paulo marcou para esta segunda-feira (31) o júri popular do corintiano acusado de matar a esposa palmeirense com oito facadas após uma discussão por causa de um jogo de futebol. O julgamento do réu ocorrerá a partir das 12h30 no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da…

Após cinco anos, a Justiça de São Paulo marcou para esta segunda-feira (31) o júri popular do corintiano acusado de matar a esposa palmeirense com oito facadas após uma discussão por causa de um jogo de futebol.

O julgamento do réu ocorrerá a partir das 12h30 no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital.

O empresário Leonardo Souza Ceschini, de 34 anos, matou a representante comercial Érica Fernandes Alves Ceschini, também de 34 anos, em 31 de janeiro de 2021. Ele responde em liberdade ao crime de homicídio doloso qualificado por feminicídio, motivo fútil e meio cruel.

Leonardo é acusado de matar a esposa na frente dos filhos do casal. Segundo laudo pericial psicológico dos gêmeos, eles viram o assassinato. As crianças estavam no apartamento em que os pais moravam no momento do homicídio e tinham cerca de 2 anos naquela ocasião.

Empresário ficou em silêncio
O g1 não conseguiu localizar os advogados do acusado. Quando foi interrogado pela Justiça, antes do julgamento, Leonardo ficou em silêncio.

“Minha expectativa é: será que Leonardo vai ao júri? Ele pode sair preso de lá [se for condenado] e não vai querer arriscar”, disse o advogado Epaminondas Gomes de Farias, que defende os interesses da família de Érica.

Pela lei, o réu que responde ao processo em liberdade não é obrigado a comparecer ao próprio julgamento. A ausência, porém, não impede a realização do júri. O Supremo Tribunal Federal (STF) também entende que um acusado que está solto pode ser preso imediatamente após uma eventual condenação, desde que estejam presentes os requisitos legais para a prisão.

‘Desejo de justiça’, diz irmã da vítima
“Como irmã, como mulher, como mãe, como tia, eu desejo que de alguma forma o júri sinta a nossa dor e tenha esse mesmo desejo de justiça em prol da Érica, em prol de várias mulheres que são caladas pela violência”, falou Aline Oliveira, irmã de Érica.

Os filhos da vítima estão sob a guarda da avó materna.

“Os meninos estão com a minha mãe. Ela tem a guarda deles. A cada dia luta e nós lutamos para tentar compensar a tristeza que eles têm de não ter a mãe junto deles a cada momento”, disse Aline.
Marido corintiano e esposa palmeirense

Leonardo é torcedor do Corinthians. Érica torcia pelo Palmeiras. O marido confessou o assassinato dizendo que os dois tinham discutido no dia seguinte à final da Copa Libertadores, em 30 de janeiro de 2021, na qual o Palmeiras foi campeão ao vencer o Santos por 1 a 0, no Rio. E que ele a matou para se defender dela.

Vizinhos do casal acionaram a Polícia Militar (PM) depois de escutarem gritos no apartamento, no bairro São Domingos, Zona Norte da cidade.

Érica foi encontrada ensanguentada e morta, caída no chão da cozinha. O marido também estava ferido. Após dar uma versão de que a esposa tinha o atacado com uma faca e cometido suicídio, Leonardo confessou o crime. Ele deu três facadas no peito dela, quatro nas costas e uma numa das pernas.

Leonardo falou à polícia que os dois tinham “desavenças devido a cada um ser torcedor de time de futebol diferente”. E que a mulher o cortou com a faca, mas ele conseguiu pegá-la e a esfaqueou de volta, com “vários golpes que causaram a morte dela”. A faca foi apreendida (veja na foto acima).

Réu solto
O empresário chegou a ser preso em flagrante pela PM após o crime, mas foi solto em fevereiro de 2021 por decisão judicial. A alegação da defesa foi a de que o Ministério Público (MP) demorou para se manifestar sobre o caso.

Em julho de 2021, o MP denunciou Leonardo pelo assassinato. Naquele mesmo mês, a Justiça aceitou a denúncia contra o acusado, tornando-o réu no processo. E em fevereiro de 2024, a juíza Marcela Raia de Sant’Anna determinou que ele vá a júri popular.

Acusados por crimes dolosos contra a vida são levados a julgamento popular, no qual sete jurados decidem se a pessoa deve ser condenada ou absolvida, cabendo ao juiz a aplicação da pena ou da sentença. Havendo condenação, a pena para assassinato pode chegar a 30 anos de prisão.

Para o Ministério Público, “é certo que o denunciado agiu valendo-se de motivo fútil, qual seja, simples discussão familiar fomentada por rixa esportiva. O crime também foi perpetrado com emprego de meio cruel, visto ter sido a vítima atingida por diversas facadas, suportando sofrimento atroz e desnecessário”.





Fonte: Alagoas 24h

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