Os entregadores por App realizaram protesto pelas ruas de Maceió. Fonte: Nicolas Canton | presidente da Apeam
Um grupo de entregadores por aplicativo realizou nesta terça-feira, 14, um protesto pelas ruas de Maceió contra o Projeto de Lei Complementar 152/2025, que propõe a regulamentação das atividades da categoria no Brasil. A mobilização – que foi convocada pelo Sindicato dos Motoristas por Aplicativos do Estado de Alagoas (Sindapps-AL) e pela Associação de Entregadores…
Um grupo de entregadores por aplicativo realizou nesta terça-feira, 14, um protesto pelas ruas de Maceió contra o Projeto de Lei Complementar 152/2025, que propõe a regulamentação das atividades da categoria no Brasil.
A mobilização – que foi convocada pelo Sindicato dos Motoristas por Aplicativos do Estado de Alagoas (Sindapps-AL) e pela Associação de Entregadores de Aplicativos de Maceió (Apeam) – faz parte de uma ação nacional que acontece em diversas cidades do país.
De acordo com os trabalhadores, o projeto beneficia exclusivamente as plataformas digitais e oficializa a exploração aos entregadores e motoristas por app.
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Em Maceió, a manifestação teve início na Avenida Siqueira Campos, em frente ao Estádio Rei Pelé. Na sequência, o grupo passou pelo bairro do Jaraguá e pelas Avenida Dona Constança, na Mangabeiras, e Avenida Silvio Viana, na Ponta Verde, realizando o bloqueio das vias durante o ato público.

A categoria informou que a primeira votação do PL estava prevista para acontecer nesta terça-feira, 14, mas foi retirada de pauta a pedido do líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT). O ponto que mais causa debates e divergência entre paralamentares e representantes dos entregadores é a remuneração mínima.
A proposta prevê o pagamento de R$ 8,50 por entrega em trajetos de até 3 quilômetros de carro ou 4 quilômetros para bicicletas e motos, ou ainda um valor mínimo de R$ 14,74 por hora. Por outro lado, o governo defende o pagamento mínimo de R$ 10 por corrida.
Para as entidades que defendem a categoria, a fixação de valores mínimos e limites para taxas pode afetar a dinâmica entre oferta e demanda, a renda dos trabalhadores e o acesso da população aos serviços.



