Estevão está fora da Copa do Mundo. Embora seja cedo para a CBF admitir o corte oficialmente, o tratamento para um estiramento de grau 4 na coxa, quase ruptura do músculo, tem recuperação estimada de dois a três meses, no mínimo. Como faltam 50 dias para a estreia da seleção brasileira, não há tempo hábil…
Estevão está fora da Copa do Mundo. Embora seja cedo para a CBF admitir o corte oficialmente, o tratamento para um estiramento de grau 4 na coxa, quase ruptura do músculo, tem recuperação estimada de dois a três meses, no mínimo. Como faltam 50 dias para a estreia da seleção brasileira, não há tempo hábil para retorno. O atacante do Chelsea completa 19 anos hoje, acreditando que se recuperará a tempo. Mas já não faz mais parte dos planos.
O tema não é tratado de forma aberta na CBF porque o clube inglês não informou o grau da lesão. Mas o mercado se fala, e os profissionais mais próximos ao estafe do jogador atestam a gravidade. O caso é tratado com cautela e objetividade. Porque, embora Estevão seja o artilheiro do Brasil na Era Carlo Ancelotti, com cinco gols em oito partidas, o treinador italiano não se prende a nomes. E não há muito a fazer, senão ensaiar o sistema com as opções possíveis.
A seleção perde muito sem ele, seja na quebra das linhas de marcação ou nas finalizações. Mas nada que Luiz Henrique, Endrick ou Rayan não possa entregar. O problema é que a ausência de Estevão se soma à de Rodrygo, dois jogadores acostumados a confrontos de alta complexidade no cenário europeu por Chelsea e Real Madrid, respectivamente. E a falta deles enfraquece o todo, muito embora não seja inusitado.
Engana-se, no entanto, quem enxerga na ausência da dupla chances maiores para o retorno de Neymar. Pelo que se comenta nos bastidores da CBF, o craque — que tem conseguido participar dos jogos do Santos ainda sem o brilho desejado — é observado como outros convocáveis. E sua presença na lista final, a ser anunciada no próximo dia 18, depende da intensidade do futebol que ele será capaz de entregar na Copa. Por ora, o fato de não ter sofrido novas lesões é relevante.
Perder titulares importantes às vésperas da Copa do Mundo é contratempo comum às seleções, inclusive a brasileira. Várias foram as edições em que houve jogador cortado ou levado sem condições ideais. Clodoaldo em 74; Reinaldo em 78; Careca em 82; Zico em 86; Romário em 90; Ricardo Gomes e Ricardo Rocha em 94; Flávio Conceição em 98; Emerson em 2002; Daniel Alves em 2018; e Phillipe Coutinho em 2022. Não faltam exemplos.
A questão é saber se e quantos mais Ancelotti perderá até a estreia da seleção na Copa do Mundo, contra Marrocos, no dia 13 de junho.



