segunda-feira, julho 13, 2026
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Ex-gerente de presídio é demitida por reter mais de R$ 5 mil de presos


Ex-gerente de presídio é demitida por reter mais de R$ 5 mil de presos | Foto: Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social

Uma ex-gerente de unidade prisional de Alagoas foi demitida após condenação definitiva por se apropriar de dinheiro que deveria chegar às famílias de detentos. A decisão, publicada nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial do Estado, encerra o vínculo da ex-policial penal Fernanda Aranda de Mello Morais com o serviço público. LEIA MAIS NOTÍCIAS DE MACEIÓ…

Uma ex-gerente de unidade prisional de Alagoas foi demitida após condenação definitiva por se apropriar de dinheiro que deveria chegar às famílias de detentos. A decisão, publicada nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial do Estado, encerra o vínculo da ex-policial penal Fernanda Aranda de Mello Morais com o serviço público.

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Segundo o processo, a ex-servidora reteve R$ 5.490,99 referentes ao trabalho de quatro reeducandos. Os valores, pagos por meio de cheques, deveriam ser repassados aos familiares, mas não chegaram ao destino. De acordo com os depoimentos colhidos ao longo da investigação, os próprios detentos entregavam os cheques diretamente à então gestora, responsável por fazer os repasses.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Alagoas, que apontou enriquecimento ilícito e violação de princípios da administração pública. Ainda durante o processo, a defesa alegou que os pagamentos haviam sido realizados e prometeu apresentar comprovantes. No entanto, a ausência desses documentos pesou na decisão da Justiça, que manteve a condenação até o trânsito em julgado.

Com isso, além da perda do cargo, a sentença também determinou o ressarcimento integral do valor e o pagamento de multa equivalente ao montante retido. Na prática, a punição foi aplicada após o fim de todos os recursos, o que obrigou o Estado a cumprir a decisão.

O decreto que formaliza a demissão foi assinado pelo governador Paulo Dantas na sexta-feira (10), por volta do meio-dia, e seguiu parecer da Procuradoria-Geral do Estado. O ato também levou em conta processos administrativos disciplinares abertos em 2025 e 2026 para apurar a conduta da ex-servidora.

Com a publicação, a penalidade passa a valer imediatamente. O caso expõe uma quebra de confiança dentro do sistema prisional, já que o dinheiro envolvia trabalho de detentos e sustento de suas famílias.





Fonte: Alagoas 24h

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