quarta-feira, agosto 19, 2026
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Ex-tutora de filhote que engoliu 55 pedras de crack é denunciada por maus-tratos


Filhote de buldogue francês ingeriu mais de 50 pedras de crack — Foto: Polícia Militar/Divulgação/Reprodução/Redes sociais

A ex-tutora da filhote de buldogue francês que ingeriu cerca de 55 pedras de crack foi denunciada por maus-tratos pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Segundo a denúncia, a mulher confessou que chegou a usar a cadela para esconder a droga. Ela também responde a uma ação penal por tráfico. A cachorra, chamada Antonieta, tinha cerca de 3 meses quando…

A ex-tutora da filhote de buldogue francês que ingeriu cerca de 55 pedras de crack foi denunciada por maus-tratos pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Segundo a denúncia, a mulher confessou que chegou a usar a cadela para esconder a droga. Ela também responde a uma ação penal por tráfico.

A cachorra, chamada Antonieta, tinha cerca de 3 meses quando ingeriu a droga na casa da tutora, em Joinville (SC). A cadela foi internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas sobreviveu e foi adotada por outro tutor.

O MP informou que a Justiça seguia analisando a denúncia até 14h45 desta quarta-feira (19). O g1 não conseguiu contato com a ex-tutora. O nome dela não foi informado.

Além da condenação por maus-tratos, o MPSC pediu uma indenização de R$ 38.362,02 pelos danos sofridos pelo animal. O órgão explicou que o dinheiro deverá ser revertido ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados.

  • 🔎O Fundo de Reconstituição de Bens Lesados financia projetos que atendem a interesses da sociedade. Ele é administrado por um conselho gestor composto por representantes de órgãos públicos estaduais e entidades civis.

 

O MPSC também pediu à Justiça que a mulher perca definitivamente a guarda da cadela. Após a alta da cachorra, ela ficou com um dos policiais militares que atendeu o caso dela. Como o processo está em segredo, não há informações atualizadas sobre a guarda do animal.

Foi inclusive durante o atendimento da PM ao caso que a ex-tutora confessou ser a dona dos entorpecentes e ter usado a cachorra para esconder a droga. A forma como isso ocorreu, no entanto, não foi detalhada pelo MP. O processo tramita em segredo de Justiça.

No mesmo dia que a cadela teve alta da UTI, em 3 de maio, a mulher foi detida novamente, desta vez pela Guarda Municipal, após tentar esconder pedras de crack ao ver os agentes. Não há informações se ela foi presa.

O que diz a denúncia?

 

De acordo com a denúncia, a tutora mantinha a droga em casa, no bairro Jarivatuba, em local acessível ao filhote.

Em 17 de abril, após ingerir o entorpecente, a cadela teve crises convulsivas recorrentes, tremores, rigidez muscular, alterações neurológicas severas, além de complicações respiratórias e gastrointestinais.

O texto divulgado pelo MPSC não esclarece, no entanto, se a ingestão da droga, nesse caso, ocorreu de forma acidental.

O quadro de saúde exigiu atendimento emergencial, endoscopia, internação prolongada, transferência para uma unidade de terapia intensiva veterinária e acompanhamento especializado.

A Promotora de Justiça Simone Cristina Schultz declarou que “a omissão da tutora foi determinante para o sofrimento do animal, que, na condição de garantidora da integridade da cadela, submeteu Antonieta a intenso sofrimento físico”.

Filhote de buldogue que ingeriu 55 pedras de crack tem piora no quadro de saúde — Foto: Lillian Van Den Boom/Arquivo pessoalFilhote de buldogue que ingeriu 55 pedras de crack tem piora no quadro de saúde — Foto: Lillian Van Den Boom/Arquivo pessoal

Tutora também responde por tráfico de drogas

 

Além do processo por maus-tratos, a tutora também responde a uma ação penal por tráfico de drogas, também feita pelo MPSC. Esse processo tem como base as pedras de crack encontradas dentro da cachorra.

Após a retirada da droga de dentro do animal em uma clínica veterinária, a Polícia Militar foi chamada. A corporação começou, então, a apurar a suspeita de tráfico de drogas que resultou nesta ação penal.

Cachorra ficou três dias na UTI

 

Relembre os principais pontos do caso

  • Em 17 de abril, a cachorra ingeriu as pedras de crack;
  • A cadela foi levada ao veterinário por um casal com uma filha;
  • O animal tinha sintomas de intoxicação;
  • A equipe veterinária chamou a PM após constatar que a cadela havia ingerido pedras de crack;
  • Quando a família voltou para buscar a cachorra, a PM fez o flagrante;
  • A filha disse que a droga era dela e foi presa;
  • A audiência de custódia dela ocorreu no dia seguinte e ela foi solta;
  • A cachorra foi atendida por uma clínica em Joinville;
  • Em 23 de abril, a cadela foi transferida para Curitiba;
  • O animal teve alta da UTI em 3 de maio;
  • No mesmo dia, a ex-tutora foi detida novamente por tráfico de drogas.

 





Fonte: Alagoas 24h

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