A mulher de 39 anos que teve o corpo queimado pelo marido no bairro Antares, em Maceió, continua internada, desde o domingo (2), no Hospital Geral do Estado. Familiares relatam que a vítima já possuía medida protetiva contra o companheiro e sofria agressões constantes ao longo dos oito anos de relacionamento.
De acordo com a filha da vítima, o padrasto jogou álcool e depois acionou o isqueiro contra o corpo da mulher.
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“Ela bebeu com ele e, quando retornou para casa, foi lavar os pratos enquanto ele saiu para beber com os amigos. Quando voltou, ele estava com raiva. Segurou ela, jogou álcool e o isqueiro. Ela pegou um pano, secou, ele ajudou e pediu para ela não denunciar. Quando ela gritou, ele aumentou o som, escondeu a chave”, relatou a filha.
Ainda segundo o depoimento, na manhã seguinte, a mulher conseguiu gritar de dentro do imóvel e pedir ajuda. “No domingo de manhã, ela acordou e deu um grito. O vizinho foi lá e a encontrou. E ela foi levada para a UPA”, acrescentou.
A mulher sofreu queimaduras graves no rosto, mãos, pescoço e perna direita, segundo a filha. Metade do seu rosto ficou deformado. Desde o último domingo, Claudiane está internada no Hospital Geral do Estado (HGE), sem previsão de alta.
Familiares informaram que ela já possuía medida protetiva contra o agressor e que as agressões eram constantes ao longo dos oito anos de relacionamento. “Na época em que eu morava na Santa Lúcia, a primeira vez que a vi machucada, ela chegou às 5 horas da manhã na minha porta, com o rosto todo machucado, o olho inchado, roxo, porque ele tinha batido nela”, contou a mãe da vítima, em entrevista à imprensa.
O mesmo familiar relatou outro episódio violento envolvendo o casal. “Ela estava sentada de costas, ele pegou um facão e meteu nas costas dela. Só fez arranhar. Nisso, ela se virou, colocou a mão e pediu para ele não fazer isso. O dedo mindinho dela ficou decepado”, relatou a mãe à imprensa.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, e o suspeito segue foragido



