Empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira foi morto durante abordagem policial na Pavuna, Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução
Imagens das câmeras corporais dos policias militares que mataram o empresário Daniel Patrício de Oliveira, de 29 anos, na Pavuna, Zona Norte do Rio, na semana passada, desmontaram a versão de que eles agiram em legítima defesa. Os vídeos, divulgados pelo Fantástico, da TV Globo, revelam que os dois PMs monitoraram a vítima naquela noite…
Imagens das câmeras corporais dos policias militares que mataram o empresário Daniel Patrício de Oliveira, de 29 anos, na Pavuna, Zona Norte do Rio, na semana passada, desmontaram a versão de que eles agiram em legítima defesa. Os vídeos, divulgados pelo Fantástico, da TV Globo, revelam que os dois PMs monitoraram a vítima naquela noite e dispararam contra o carro em que ele estava sem dar ordem de parada.
ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM
Os policiais foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar por homicídio doloso. Mas, antes disso, a moradores da região, à supervisão e na delegacia eles contaram a versão de que dispararam em legítima defesa. Segundo a versão deles, registrada pelas câmeras corporais, eles afirmam que foram abordar o veículo e que o motorista acelerou contra os agentes. Os militares disseram ainda que o disparo foi efetuado “numa tentativa de salvaguardar a vida” deles.
Os vídeos mostram, no entanto, que não havia blitz, bloqueio ou ordem de parada emitida pelos policiais a Daniel. A investigação da Corregedoria ainda descobriu que os dois monitoraram os passos do empresário naquela noite.
As câmeras gravaram um deles conversando com um olheiro que acompanhava a movimentação de Daniel. Por volta das 3h daquela madrugada, eles receberam novas orientações sobre onde o empresário estava.
— É difícil, mas é o trabalho, tem que ter paciência. Se tivesse um dronezinho era melhor ainda. Vai pra tal lugar. Vai virar em tal lugar — contou um policial ao colega.
Com as informações do novo local onde o empresário estava, os PMs interceptaram o carro e atiraram contra o veículo. Os tiros pegaram apenas em Daniel, apesar de outros três passageiros estarem acompanhando o empresário. A família se mudaria em breve para Foz do Iguaçu, no Paraná. Ele deixou uma filha de 4 anos.
O governo do Rio determinou que a família seja indenizada. A Corregedoria investiga agora a motivação do crime.



