Ascom Polícia Científica
O Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca confirmou a verdadeira identidade do homem que morreu após participar do atentado que resultou na morte de um empresário no município. A identificação foi possível graças ao trabalho dos papiloscopistas da Polícia Científica de Alagoas, que descobriram que o suspeito utilizava um documento adulterado. O crime ocorreu no…
O Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca confirmou a verdadeira identidade do homem que morreu após participar do atentado que resultou na morte de um empresário no município. A identificação foi possível graças ao trabalho dos papiloscopistas da Polícia Científica de Alagoas, que descobriram que o suspeito utilizava um documento adulterado.
O crime ocorreu no último dia 17 de junho. Durante a ação criminosa, o empresário Marcos Aparecido Ribeiro, de 46 anos, foi surpreendido por dois homens que chegaram em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos de arma de fogo.
No momento do ataque, um policial militar da Bahia que acompanhava o empresário presenciou a ação e reagiu. Conforme os levantamentos preliminares da Polícia Civil, a intervenção ocorreu em legítima defesa e resultou na morte de um dos autores do atentado.
Ao dar entrada no IML, o suspeito portava um documento de identificação aparentemente regular. Durante os procedimentos periciais, entretanto, os especialistas constataram inconsistências entre os dados apresentados e os registros disponíveis nos sistemas oficiais.
Ao confrontarem as informações do documento com os registros disponíveis nos sistemas oficiais, os peritos constataram indícios de que a identidade apresentada não correspondia ao homem morto. A partir daí, teve início um trabalho de investigação papiloscópica que levou à descoberta da identidade verdadeira do suspeito.
A análise preliminar revelou que o documento possuía dados legítimos e pertencia a uma pessoa real. No entanto, a fotografia havia sido substituída pela imagem do homem morto, indicando o uso de uma identidade falsa. Sem uma identificação confirmada, os profissionais da Polícia Científica iniciaram uma série de diligências para descobrir quem era, de fato, o indivíduo que havia chegado ao instituto.
Impressões digitais descartaram primeira hipótese No decorrer das investigações, um prontuário foi encaminhado ao IML por equipes envolvidas na apuração do caso. As informações presentes no documento indicavam uma possível correspondência com o homem morto. A hipótese, porém, foi descartada após a análise papiloscópica.
“Quando confrontamos as impressões digitais do cadáver com as do prontuário encaminhado para análise, percebemos que não se tratava da mesma pessoa. Foi essa divergência que nos mostrou que precisávamos seguir por outro caminho investigativo”, explicou Juarez Lima, papiloscopista do Instituto de Identificação.
Apesar de não confirmar a identidade procurada, o prontuário forneceu pistas de que ajudaram a direcionar as buscas por novos registros capazes de esclarecer o caso. Registro localizado em São Paulo confirmou identidade
O avanço decisivo ocorreu quando informações encontradas em um processo judicial apontaram para uma possível ligação do investigado com o estado de São Paulo.
A partir desses dados, foi solicitado apoio para a localização de registros que pudessem auxiliar na identificação. A busca resultou na obtenção de um prontuário compatível com as características investigadas. A comparação das impressões digitais permitiu confirmar, de forma definitiva, a verdadeira identidade do homem.
“Quando recebemos o prontuário paulista, conseguimos fazer a confrontação necessária e confirmar a identidade verdadeira. A papiloscopia tem justamente essa função: estabelecer a identidade de forma científica, independentemente das informações ou documentos encontrados com a pessoa”, afirmou Juarez Lima.
O papel da papiloscopia
Segundo os levantamentos realizados durante a investigação, o suspeito utilizava um documento adulterado pertencente a outra pessoa. Embora todos os dados cadastrais fossem legítimos, a fotografia havia sido substituída, dificultando sua identificação após a morte. “O documento era autêntico e os dados pertenciam a uma pessoa real. O problema estava justamente na fotografia substituída. Sem a confirmação pelas impressões digitais, a identificação poderia ter seguido um caminho equivocado”, destacou o papiloscopista.
Para a Polícia Científica, o caso demonstra a importância dos exames de identificação humana e do cruzamento de informações entre diferentes bases de dados. O trabalho técnico realizado pela equipe do IML permitiu estabelecer, com segurança científica, a verdadeira identidade do homem e garantir a confiabilidade das informações produzidas durante a investigação.



