terça-feira, outubro 6, 2026
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Império Serrano emociona a Sapucaí após incêndio dizimar 95% das roupas das alas


Ala do Império Serrano. Cristina Boeckel/g1

Última escola a sair na Série Ouro em 2025, já na manhã deste domingo (2), o Império Serrano desfilou sem fantasias — mas com garra e muita emoção. A Verde e Branca foi a agremiação mais afetada pelo incêndio, no dia 12, na Maximus Confecções, e não foi julgada, ao lado de Unidos da Ponte e Unidos de Bangu.

Como não corria risco de cair, a Serrinha não ligou para o regulamento e estourou e muito o tempo. Foram 94 minutos de “ocupação” da Sapucaí — quase o dobro do limite de 55 minutos.

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A certa altura, o carro de som largou o samba-enredo em homenagem a Beto Sem Braço e passou a entoar hinos históricos.

Fantasias incineradas

O fogo dizimou 95% das roupas de alas e destaques de carros. Somente Velha-Guarda, crianças, casais de mestre-sala e porta-bandeira, bateria e comissão de frente saíram com parte das fantasias elaboradas. O resto dos componentes pisou com camisas e, no máximo, batas. Muitos cruzaram a Sapucaí às lágrimas.

Não foi o único revés no desfile. Um dos carros quebrou a barra de direção e não pôde seguir, travando a entrada do próximo. Os destaques destas alegorias tiveram de descer e seguir a pé.

Convocação

No esquenta, o intérprete Kléber Simpatia fez um pedido à Nação Imperiana.

“A sua fantasia está dentro do seu corpo — verde e branco. Está na sua alma, na sua pele. Não precisa da fantasia hoje!”

“Estamos tomando uma lição. Carnaval é simples. Vamos passar nessa Avenida cantando muito. Tivemos essa oportunidade e vamos aproveitá-la com muita alegria”, discursou.

Benito Batera, integrante da Velha-Guarda e filho de um dos fundadores da escola, se emocionou muito no início do desfile.

“Era um ano para a gente tentar voltar para o Grupo Especial, e acontece uma fatalidade dessas. E a escola veio assim. O Império Serrano se reinventa. Sempre que tem dificuldade, o Império renasce das cinzas.”

O enredo

Em “O que espanta a miséria é festa”, a Serrinha programou uma homenagem ao compositor e baluarte da escola Laudeni Casemiro, o Beto Sem Braço.

Autor de sambas icônicos e vencedor de três Estandartes de Ouro, ele ajudou a consolidar a identidade da escola no carnaval carioca.

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