quinta-feira, abril 16, 2026
spot_img

“Justiça para ter paz”: Mãe de enfermeira assassinada clama por condenação de réu em júri


Promotor Antônio Vilas Boas, durante júri

O juiz Yulli Roter preside desde a manhã desta quinta-feira, 16, na 7ª Vara Criminal de Maceió, o julgamento de André Luiz Ramos Santa Cruz, acusado de assassinar a namorada, a enfermeira Anne Larissa Nepomuceno, em outubro de 2024. O réu, que chegou a se esconder em uma ilha na Lagoa Mundaú após o crime,…

O juiz Yulli Roter preside desde a manhã desta quinta-feira, 16, na 7ª Vara Criminal de Maceió, o julgamento de André Luiz Ramos Santa Cruz, acusado de assassinar a namorada, a enfermeira Anne Larissa Nepomuceno, em outubro de 2024. O réu, que chegou a se esconder em uma ilha na Lagoa Mundaú após o crime, responde por feminicídio. Júri ainda não tem previsão para encerramento.

Durante os debates o Ministério Público apresentou provas técnicas e testemunhais para sustentar que o acusado estrangulou a vítima e simulou um cenário de suicídio dentro da residência dela, no bairro do Feitosa.

LEIA TAMBÉM: Acusado de matar namorada é preso após se esconder em ilha na Lagoa Mundaú

Clamor da mãe: “Relacionamento abusivo”

Um dos momentos mais emocionantes da manhã foi o depoimento da mãe de Larissa. Aos prantos, ela relatou que a filha vivia sob o controle do réu, que exercia um comportamento possessivo.

“Ela não era esposa, eles tinham um relacionamento, mas ele era abusivo. Uma vez eu estava com minha filha e ele pediu para ela tirar uma foto comigo pra provar que estavamos juntas”, revelou a mãe.

Questionada pelo promotor Vilas Boas sobre o que esperava do desfecho do caso, a genitora emocionou o conselho de sentença: “o que eu mais queria jamais terei, o direito de abraçar a minha filha, agora eu só preciso de justiça para ter paz”. Ela ainda detalhou que, na véspera da morte, Larissa comemorou o fim do relacionamento, afirmando que o réu não fazia mais parte de sua vida.

ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM

Perícia derruba farsa de suicídio

A defesa de André Luiz tentou sustentar a tese de que Larissa teria tirado a própria vida, mas o depoimento da médica-legista Dra. Thais refutou a versão. Com 33 anos de experiência, a perita foi categórica ao afirmar que “a morte não foi suicídio” e que a cena encontrada era incompatível com o enforcamento voluntário.

A perita questionou a lógica da defesa: “Como é que uma pessoa se enforca e se deita depois?”. Segundo o laudo, o corpo de Larissa foi encontrado deitado após o estrangulamento, sem móveis próximos que permitissem o acesso à altura da corda.

O promotor reforçou o argumento técnico, classificando o cenário como um simulacro grosseiro de suicídio.

Réu admite invasão, mas nega crime

Em seu interrogatório, André Luiz negou a autoria do crime, mas entrou em contradição em diversos pontos. Ele admitiu ter pulado o muro e invadido a casa da vítima anteriormente por “preocupação”. O magistrado o questionou sobre a motivação, ao que ele respondeu: “não sei, não consigo explicar, só tive vontade de pular”.

Contudo, a acusação apresentou imagens de câmeras de segurança que mostram que o réu entrou na casa clandestinamente e saiu por volta das 10h45 do sábado. Após esse horário, as filmagens comprovam que ninguém mais entrou ou saiu do imóvel até que Larissa fosse encontrada morta.

O júri segue em fase de debates e a sentença deve ser proferida ainda na noite desta quinta-feira ou na madrugada de sexta-feira (17).

Matéria referente ao processo nº 0701899-17.2024.8.02.0067





Fonte: Alagoas 24h

Leia Também

- Publicidade -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS