sexta-feira, setembro 18, 2026
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Motorista agride estudante autista de 14 Anos e MPAL exige punição


Um caso revoltante de agressão verbal e física contra um estudante de 14 anos — que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA) — mobilizou a comunidade e as autoridades no interior de Alagoas. O adolescente foi agredido pelo motorista de um ônibus particular de transporte escolar enquanto viajava de Tanque d’Arca para uma escola em Maribondo.

As imagens gravadas por outro estudante no interior do veículo mostram o momento em que o motorista discute com o adolescente, que estava sentado no banco da frente. Em seguida, o homem avança contra o menino, puxa sua orelha e desfere um tapa no jovem.

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O caso só chegou ao conhecimento da família após a divulgação das imagens gravadas por um colega no coletivo. De acordo com relatos da tia do estudante, a mãe não sabia da agressão, pois o adolescente ficou traumatizado e não contou o que ocorreu ao chegar em casa. A família revelou ainda que o jovem já havia relatado episódios anteriores de abusos por parte do condutor, mas os pais não acreditaram inicialmente por confiarem no profissional, que transportava os estudantes da região há dez anos.

Atingido pelo trauma, o adolescente manifestou o desejo de não retornar às aulas nem reencontrar os colegas por vergonha e medo. A família registrou um Boletim de Ocorrência e aguarda providências da Justiça.

Escola e MPAL repudiam agressão

Em nota oficial, o colégio onde o garoto estuda esclareceu que o transporte envolvido é um serviço terceirizado, contratado e pago diretamente pelos pais ou responsáveis, sem qualquer vínculo empregatício ou contratual com a instituição. A escola ressaltou que repudia veementemente qualquer forma de violência, humilhação ou constrangimento contra seus alunos.

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) assumiu o acompanhamento das investigações. O promotor de Justiça Flávio Gomes confirmou que o caso será direcionado à Promotoria de Justiça de Anadia — comarca à qual Tanque d’Arca pertence — para a adoção das medidas criminais cabíveis.

“Tomamos conhecimento do fato e entendemos que foi um absurdo o que aconteceu. Tem que haver investigação e punição. É preciso salientar que o fato aconteceu em Tanque d’Arca, cidade cuja comarca pertence a Anadia. Nós vamos direcionar o comunicado e a situação à promotora de Justiça de Anadia para que ela adote as providências cabíveis […]. De toda sorte, a investigação vai acontecer. Existe a possibilidade de o adolescente ter um transtorno, e isso é um agravante no fato. O Ministério Público vai ficar ciente e presente nessa investigação. Quero deixar registrado aqui: foi repugnante, desprezível e merece sim ser punido”, declarou o promotor Flávio Gomes.





Fonte: Alagoas 24h

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