Vistoria em abrigos de idosos em Maceió
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) fiscalizou cinco Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs) nesta segunda-feira, 14, nos bairros do Trapiche da Barra e da Serraria, em Maceió, e constatou graves desconformidades na prestação de serviços, no conforto térmico e no dimensionamento de cuidadores. A operação, liderada pela 25ª Promotoria de Justiça…
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) fiscalizou cinco Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs) nesta segunda-feira, 14, nos bairros do Trapiche da Barra e da Serraria, em Maceió, e constatou graves desconformidades na prestação de serviços, no conforto térmico e no dimensionamento de cuidadores.
A operação, liderada pela 25ª Promotoria de Justiça da Capital (Defesa da Pessoa Idosa), fiscalizou a rotina dos estabelecimentos para checar se os contratos pagos pelas famílias estão garantindo tratamento digno e seguro aos residentes.

Sob a condução do promotor de Justiça Jorge Dória, a blitz passou por duas unidades no Trapiche da Barra e três na Serraria.
O que foi encontrado
No primeiro endereço visitado, no Trapiche, os agentes encontraram o imóvel completamente vazio: a Justiça já havia determinado a transferência de todos os idosos para outros abrigos devido às péssimas condições do local.
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No segundo espaço do mesmo bairro, a equipe encontrou 21 residentes (19 mulheres e dois homens) enfrentando quartos pequenos e lotados no limite máximo, ausência de ar-condicionado e equipe reduzida de cuidadores.
“Nosso objetivo é constatar se há de fato um cuidado efetivo com as pessoas idosas. Esse trabalho é permanente e feito em todas as ILPIs da capital. Precisamos verificar se os requisitos estão sendo cumpridos, como alimentação adequada, medicação, carinho, afetividade, e com isso tentar proteger ao máximo a dignidade dessas pessoas”, explicou o promotor de Justiça Jorge Dória.
Panorama das unidades fiscalizadas na Serraria
Na região da Serraria, os fiscais do MPAL encontraram realidades distintas entre os abrigos inspecionados:
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Unidade 1 (16 idosos): Apresentou estrutura física superior à do Trapiche, mas ainda registrou não conformidades pontuais que exigem adequação.
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Unidade 2 (17 idosas): Destacou-se como o local com as melhores condições de acolhimento da operação. A coordenação comprovou que todas as residentes mantêm rotina ativa de visitas familiares.
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Unidade 3 (85 idosos): Com capacidade total para 100 residentes, a maior instituição visitada apresentou quadro geral dentro do esperado, dependendo apenas de ajustes menores.

Risco de interdição
O MPAL vai transformar as constatações de campo em relatórios individuais e acionará imediatamente a Vigilância Sanitária Municipal para que realize inspeções técnicas aprofundadas em cada endereço.
“A partir daí, com as provas técnicas, vamos solicitar a cada instituição que aplique as melhorias recomendadas. Se não for cumprido, o Ministério Público adotará as medidas necessárias para, se for o caso, suspender ou encerrar as atividades do abrigo”, pontuou o promotor de Justiça Jorge Dória, ao salientar que todos os locais visitados são instituições privadas e que possuem contratos individuais com os familiares de cada idoso, responsáveis pelos pagamentos das mensalidades.
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