domingo, maio 17, 2026
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Mulher desaparecida é encontrada enterrada no quintal de casa


Miriam de Oliveira Soares, de 39 anos, foi encontrada morta no quintal de casa na Serra, Espírito Santo — Foto: Reprodução

Uma mulher de 39 anos, identificada como Miriam de Oliveira Soares, foi encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa no bairro Serra Dourada I, na Serra, Grande Vitória, na tarde deste sábado (16). O suspeito do crime é o irmão dela, Abraão de Oliveira Soares, de 43 anos, que foi preso. Foi a…

Uma mulher de 39 anos, identificada como Miriam de Oliveira Soares, foi encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa no bairro Serra Dourada I, na Serra, Grande Vitória, na tarde deste sábado (16). O suspeito do crime é o irmão dela, Abraão de Oliveira Soares, de 43 anos, que foi preso. Foi a mãe da vítima e do suspeito que encontrou o corpo.

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Miriam estava desaparecida havia cinco dias. Durante o período, familiares e amigos fizeram buscas pela Grande Vitória e divulgaram panfletos nas redes sociais na tentativa de encontrá-la.

A mãe da vítima e do suspeito, Magali Morais de Oliveira Soares, de 65 anos, contou que encontrou o corpo da filha enterrado em um canteiro de plantas no quintal da residência.

“Eu tava botando a roupa na corda. De repente, eu vi a areia subindo e subiu aquele mau cheiro forte na minha narina. Aí eu corri lá, fui fazendo assim na terra e vi a barriga da minha filha”, contou a mãe.
Segundo a Polícia Militar, os familiares relataram que Miriam estava desaparecida havia cerca de quatro dias e apontaram o irmão como suspeito. Os militares encontraram o corpo parcialmente desenterrado e acionaram a Polícia Científica.

De acordo com a Polícia Civil, testemunhas relataram que o suspeito matou a irmã após uma desavença familiar e enterrou o corpo para ocultar o crime. A vítima apresentava diversas perfurações provocadas por arma branca.

Ainda segundo a família, a discussão entre os irmãos teria começado por causa de plantas cultivadas pela vítima no quintal da casa.

“Ela não gostava de ver coisa errada. Ela falava que ele já era um homem e precisava assumir as responsabilidades dele, deixar de ser sustentado pela mãe”, disse Magali.

A mãe afirmou que a relação entre os dois filhos era marcada por conflitos constantes e acredita que o crime foi premeditado.

“Os dois batiam de frente. Eles brigavam mesmo. Ela não gostava de ver coisa errada”, relatou.

Segundo Magali, o suspeito permaneceu em casa enquanto a família procurava por Miriam durante os dias em que ela esteve desaparecida.

“Ele tava tranquilo lá em cima, sentado vendo televisão. Frio, frio, frio”, afirmou.

A Polícia Civil informou que o homicídio aconteceu na terça-feira (12), mas o suspeito não pôde ser autuado em flagrante pelo crime de homicídio porque já havia passado o período de flagrante. Mesmo assim, ele foi preso em flagrante por ocultação de cadáver, considerado um crime permanente.

A delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), informou que o homem será indiciado por homicídio durante a investigação e na conclusão do inquérito.

Ainda segundo a corporação, o suspeito já possui histórico de ocorrência relacionada ao crime de ameaça.

Após a prisão, moradores do bairro se revoltaram e se aglomeraram na rua enquanto aguardavam a saída do suspeito da residência. Segundo a mãe da vítima, Miriam era muito querida pelos vizinhos.

“Ela era uma menina querida por todo mundo. Por isso que os vizinhos tiveram aquela reação”, disse.
O corpo de Miriam foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória. Já o suspeito foi levado para o Centro de Triagem de Viana, onde permanece à disposição da Justiça.

Magali disse que não pretende visitar o filho na prisão nem ajudá-lo judicialmente. “Não vou pagar advogado, não vou visitar. Ele vai pagar pelo que fez com a minha filha”, afirmou.





Fonte: Alagoas 24h

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