Presidente Lula. Fonte: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante a cúpula de líderes do Mercosul, que vai tentar a reeleição em outubro deste ano para “garantir” a democracia no Brasil. O petista deu a declaração durante fala de improviso em Assunção, no Paraguai. Sem citar o avanço de partidos de direita na América do Sul, Lula disse ainda que o Mercosul…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante a cúpula de líderes do Mercosul, que vai tentar a reeleição em outubro deste ano para “garantir” a democracia no Brasil.
O petista deu a declaração durante fala de improviso em Assunção, no Paraguai. Sem citar o avanço de partidos de direita na América do Sul, Lula disse ainda que o Mercosul é a “melhor opção institucional” em uma região polarizada e que “ninguém é dono” do continente.
“Vou concorrer às eleições para garantir que o país se mantenha como um país democrático”, afirmou Lula.
Antes, o presidente leu um discurso com tom institucional sobre as relações entre os países do Mercosul e do bloco com outros países e grupos econômicos.
Lula disse que a democracia voltou a ser ameaçada mundialmente, mencionando tentativas de golpe, inclusive no Brasil.
Lula tentará um quarto mandato como presidente no Brasil nas eleições deste ano. O petista deve ter como principal adversário Flávio Bolsonaro (RJ), filho de Jair Bolsonaro, que é pré-candidato pelo PL.
O presidente do Brasil também comentou os 35 anos do Mercosul , afirmando que a criação foi uma resposta ao passado autoritário na região.
🔎 O Mercosul é um bloco econômico regional sul-americano criado em 1991, atualmente integrado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, com o objetivo de promover a integração econômica e aduaneira, e a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países membros.
Durante o pronunciamento, Lula defendeu integração entre os países do Mercosul acima das posições ideológicas de cada presidente.
“O Mercosul não pode funcionar de acordo com a eleição deste ou daquele presidente. Senão, a gente nunca vai ter um bloco forte funcionando. Nunca vai conseguir se transformar em um bloco econômico de muita vitalidade”, disse o petista.
“Acreditem, independentemente de quem seja eleito no Brasil, o Mercosul continuará sendo prioridade. Quero pedir um esforço nestes seis meses para consolidar as instituições de apoio do Mercosul para que ele funcione independentemente de quem foi eleito presidente dos países do nosso bloco”, completou Lula.
Além de Lula, a reunião do bloco desta terça contou com as presenças dos presidentes do Paraguai, Santiago Peña; do Uruguai, Yamandú Orsi; do Chile, José Antonio Kast; e do Equador, Daniel Noboa.
O presidente da Argentina, Javier Milei, que é adversário político de Lula, alegou compromissos locais no país vizinho e não compareceu à reunião de chefes de Estado.
Aliado da família Bolsonaro, Milei, que se encontrou com Flávio nesta segunda (29), enviou como representante para a reunião do Mercosul o chanceler Pablo Quirino.



