O caso de Noah Gabriel, criança de Murici que perdeu os pés e as mãos em decorrência de complicações de uma pneumonia, teve um novo desdobramento na Justiça. O pai e a avó paterna dele foram presos preventivamente nesta quarta-feira (7). As duas prisões estão relacionadas a supostos descumprimentos de determinações judiciais e foram determinadas…
O caso de Noah Gabriel, criança de Murici que perdeu os pés e as mãos em decorrência de complicações de uma pneumonia, teve um novo desdobramento na Justiça.
O pai e a avó paterna dele foram presos preventivamente nesta quarta-feira (7).
As duas prisões estão relacionadas a supostos descumprimentos de determinações judiciais e foram determinadas em decisões distintas.
Avó foi alvo de decisão da Justiça de Murici
A prisão da avó paterna foi determinada pela Vara do Único Ofício de Murici.
De acordo com a decisão, ela teria compartilhado em uma conta no Instagram, no dia 30 de setembro, conteúdo referente a um processo que corre sob sigilo judicial.
A publicação, conforme apontado no processo, teria desrespeitado uma ordem estabelecida anteriormente pela Justiça.
Diante do episódio, também foi determinada a instauração de um inquérito para verificar a possível ocorrência de crime.
O Ministério Público de Alagoas opinou pela prisão preventiva. Para o órgão, outras medidas previstas pela Justiça não seriam suficientes para assegurar o cumprimento das determinações impostas no caso.
Defesa afirma que prisão poderia ser substituída
O advogado Caio César, que atua na defesa, questionou a necessidade da prisão preventiva. Segundo ele, as publicações atribuídas à cliente não envolveram agressões nem ameaças de morte.
A defesa também sustenta que seria possível aplicar medidas cautelares alternativas à prisão e informou que pretende recorrer da decisão.
Pai já havia sido preso durante investigação
A prisão do pai ocorre após outro episódio envolvendo a família neste ano.
Ele havia sido detido durante uma investigação que apurava um possível uso irregular de valores arrecadados para custear o tratamento de Noah.
Na ocasião, ele conseguiu deixar a prisão após a concessão de liberdade provisória em julho.
O caso de Noah ganhou repercussão em todo o país depois que complicações provocadas por uma pneumonia levaram à amputação das extremidades dos quatro membros da criança.



