quinta-feira, maio 28, 2026
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PM foragido por execução de comerciante já é réu em ação com 14 mortos


Homens armados arrombam portão, disparam vários tiros e matam empresário em Juazeiro do Norte — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

O sargento da Polícia Militar Leandro Vidal dos Santos, procurado por suspeita de envolvimento no assassinato de um empresário e um motociclista em 2025, já é réu por envolvimento no episódio que ficou conhecido como ‘Tragédia em Milagres’ – que deixou 14 pessoas mortas, entre reféns e assaltantes, durante uma intervenção policial para impedir um…

O sargento da Polícia Militar Leandro Vidal dos Santos, procurado por suspeita de envolvimento no assassinato de um empresário e um motociclista em 2025, já é réu por envolvimento no episódio que ficou conhecido como ‘Tragédia em Milagres’ – que deixou 14 pessoas mortas, entre reféns e assaltantes, durante uma intervenção policial para impedir um assalto a banco em 2018 no município de Milagres (CE).

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Na última quarta-feira (27), Leandro foi um dos alvos de uma operação com 50 policiais civis e militares para cumprimento de um mandado de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão contra quatro alvos, nas cidades de Juazeiro do Norte, Nova Olinda, Barbalha, Crato e Porteiras, no Cariri cearense. O militar não foi localizado e é considerado foragido.

A operação da Polícia Civil é relacionada a um duplo homicídio ocorrido em novembro de 2025. Na ocasião, criminosos arrombaram uma residência em Juazeiro do Norte, dispararam vários tiros e mataram um empresário de 46 anos chamado Cícero Ronaldo Nunes, o “Ronaldo do Mercantil”. Além de Ronaldo, um motociclista que passava pela rua foi baleado pelos suspeitos e morreu no local. (Veja no vídeo acima)

O comerciante Cícero Ronaldo foi preso em março de 2025 por suspeita de arquitetar um plano para matar o então prefeito do município de Nova Olinda, Ítalo Brito Alencar, município no qual Leandro Vidal atuava como policial.

Na ação policial desta quarta, havia um mandado de prisão contra o sargento Leandro Vidal por participação no crime. Leandro não foi encontrado pelos policiais e é considerado foragido. O ex-prefeito Ítalo Brito, por sua vez, foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Réu pela ‘Tragédia em Milagres’
Leandro Vidal já é réu pela chamada “Tragédia em Milagres”, em 2018, que terminou com 14 mortos. Na ocasião, 12 policiais militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) chegaram ao município e atiraram contra criminosos que tentavam roubar duas agência bancárias. Porém, os assaltantes faziam reféns – que também foram atingidos.

A ação deixou 12 mortos – sendo 6 assaltantes e 6 reféns, dos quais 5 eram da mesma família. A denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) aponta que, no momento que os policiais atiraram e mataram os reféns, os assaltantes não estavam atirando, logo, não houve uma troca de tiros.

Mesmo com a ação policial, alguns criminosos fugiram. Na manhã do mesmo dia, a Polícia encontrou dois dos assaltantes fugitivos e matou os criminosos, que já estavam rendidos, segundo a denúncia. Com isso, o caso chegou a 14 mortos.

Dois policiais foram acusados de ter executado os suspeitos que já estavam rendidos – e um desses PMs era justamente Leandro Vidal. Em março de 2024, a Vara Única de Milagres determinou que 11 policiais militares, entre eles Leandro, fossem a júri por oito homicídios. O julgamento, porém, ainda não teve data divulgada.

Ex-prefeito alvo de buscas
Além de Leandro Vidal, um dos alvos da operação da Polícia Civil desta quarta-feira foi o ex-prefeito de Nova Olinda, Ítalo Brito Alencar – que era o alvo de Cícero Ronaldo na tentativa de homicídio planejada no início de 2025, conforme as investigações.

Ítalo foi alvo de mandados de busca e apreensão, mas a Polícia Civil não informou o que foi apreendido com ele. A corporação se limitou a informar que um dos mandados foi cumprido em Nova Olinda, onde três aparelhos celulares foram apreendidos.

Em nota, a defesa de Ítalo Brito Alencar disse que recebeu com surpresa o cumprimento da medida de busca e apreensão realizada nesta quarta-feira (27), “especialmente porque, até o presente momento, não teve acesso integral aos autos da investigação e aos fundamentos que embasaram a decisão judicial”.

A defesa explica que adotará as providências necessárias para obtenção de acesso ao conteúdo integral do procedimento. Somente após isso, irá se manifestar.

“A defesa reafirma a plena confiança nas instituições e no Poder Judiciário, acreditando que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso regular da investigação, com observância das garantias legais e constitucionais”, concluem os advogados de defesa.
Vídeo mostra ação de executores

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que homens encapuzados chegam em uma caminhonete, derrubam o portão da casa de Cícero Ronaldo e disparam vários tiros. Na fuga, os criminosos também mataram o mototaxista.

A investigação aponta uma ligação complexa entre vítima e suspeitos. Em março do ano passado, meses antes de ser assassinado, o comerciante Ronaldo Nunes havia sido preso como um dos principais suspeitos de arquitetar um plano para matar o então prefeito Ítalo Brito.

Segundo as apurações, um celular da vítima, que os executores jogaram em uma piscina para destruir provas, foi recuperado ainda funcionando pela polícia. A análise dos dados do aparelho teria sido fundamental para o avanço da investigação e para a operação deflagrada hoje.





Fonte: Alagoas 24h

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