segunda-feira, junho 15, 2026
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Policial é apontado como chefe de grupo que exigia propina de bingos e casas de prostituição


O policial civil aposentado Alcino Luiz Costa Pereira, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta terça-feira (8) um policial civil aposentado por exigir propina de estabelecimentos ilegais. Esta é a 3ª prisão em cerca de 3 anos de Alcino Luiz Costa Pereira, capturado por motivos semelhantes em dezembro de 2022 e em setembro de 2023. Segundo as investigações, Alcino chefiava um grupo de policiais civis que extorquia…

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta terça-feira (8) um policial civil aposentado por exigir propina de estabelecimentos ilegais. Esta é a 3ª prisão em cerca de 3 anos de Alcino Luiz Costa Pereira, capturado por motivos semelhantes em dezembro de 2022 e em setembro de 2023.

Segundo as investigações, Alcino chefiava um grupo de policiais civis que extorquia de donos de casas de prostituiçãobingos clandestinos ferros-velhos, por exemplo, para supostamente evitar investigações.

Pelo envolvimento no esquema, o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) denunciou Alcino e mais 5 policiais civis por diversos atos de corrupção passiva.

De acordo com o Gaeco, os crimes ocorreram de forma contínua entre 2018 e 2022, envolvendo principalmente agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam-Centro).

“Alcino, apontado como o articulador do grupo, organizava a distribuição das cobranças entre os policiais e se comunicava diretamente com os donos dos estabelecimentos”, afirmou o MPRJ.

g1 não conseguiu contato com a defesa de Alcino.

Operação Fim da Linha

 

A ação desta terça-feira é um desdobramento da Operação Fim da Linha, de dezembro de 2022.

“Na ocasião, o Gaeco já investigava um esquema de corrupção sistêmica em delegacias especializadas do Rio de Janeiro. Alcino já havia sido denunciado em outro processo ligado à mesma operação, por condutas semelhantes”, lembrou o MPRJ.

Na ocasião, 14 pessoas foram presas, entre elas Alcino. O MPRJ também levantou indícios de pagamento de propina para oficiais da Polícia Militar e policiais de batalhões para permitir atividades da contravenção, como máquinas caça-níqueis, o jogo do bicho e bingos clandestinos.

Cerca de 1 ano depois, Alcino voltou a ser preso, agora na Operação Achaque, de setembro de 2023. Segundo a denúncia, aceita pela Justiça, Alcino e comparsas recebiam propina por Pix e até em dinheiro vivo dentro da delegacia.





Fonte: Alagoas 24h

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