sexta-feira, maio 8, 2026
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Prefeitura vence disputa na Justiça e IPTU de imóveis deve subir


Uma decisão da Justiça de Alagoas pode impactar diretamente o valor do IPTU pago por proprietários de terrenos, imóveis de alto padrão e mansões em uma das cidades mais turísticas do estado. A Justiça validou o processo de revisão cadastral realizado pela Prefeitura da Barra de São Miguel, confirmando a atualização dos valores do IPTU…

Uma decisão da Justiça de Alagoas pode impactar diretamente o valor do IPTU pago por proprietários de terrenos, imóveis de alto padrão e mansões em uma das cidades mais turísticas do estado. A Justiça validou o processo de revisão cadastral realizado pela Prefeitura da Barra de São Miguel, confirmando a atualização dos valores do IPTU cobrados em alguns imóveis no município.

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A decisão foi assinada pela juíza Renata Malafaia Vianna, da 3ª Vara Cível de São Miguel dos Campos. O processo havia sido movido pelo Ministério Público de Alagoas após reclamações de proprietários de imóveis afetados pelo aumento. No entanto, a magistrada extinguiu a ação.

Mansões estariam pagando imposto reduzido

Segundo o levantamento realizado pela prefeitura, diversos imóveis milionários estavam cadastrados de forma incorreta há mais de 10 anos. De acordo com o município, aproximadamente 1.800 imóveis apresentavam irregularidades cadastrais.

Entre os problemas encontrados, segundo a prefeitura, estavam imóveis registrados como “ruína”, terrenos classificados como “área de alagamento” e imóveis de alto padrão cadastrados como baixa renda. Na prática, isso garantia descontos de até 40% no IPTU.

Um dos casos citados envolve imóveis do condomínio AltaVistta, conhecido pelo alto padrão e vista para o mar. Mesmo localizados em áreas valorizadas e elevadas, alguns imóveis apareceriam no cadastro antigo com classificações incompatíveis com a realidade.

Prefeitura diz que quer isentar 80% da população

Enquanto imóveis de luxo terão cobrança corrigida, a prefeitura afirmou que pretende ampliar a isenção do IPTU para moradores de baixa renda. Assim, segundo a gestão municipal, a meta é beneficiar cerca de 80% da população residente.

Prefeitura fala em “justiça tributária”

De acordo com o município, a ideia é evitar que moradores de áreas humildes paguem proporcionalmente mais imposto que proprietários de mansões.

A gestão afirma que a revisão busca corrigir distorções históricas no sistema tributário local.

Isso aumenta o IPTU de toda a população?

Não. Segundo a prefeitura, a atualização atinge principalmente imóveis de luxo que estavam com cadastro desatualizado ou incorreto.





Fonte: Alagoas 24h

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