segunda-feira, julho 6, 2026
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Pró-Manguezais: Oficina de Cartografia Social discute preservação e futuro dos manguezais em Marechal Deodoro


Oficina de Cartografia Social Pró-Manguezais em Marechal Deodoro

Representantes de instituições públicas e moradores de Marechal Deodoro que convivem diretamente com os manguezais ou deles dependem para produção de renda e alimento participaram, nesta segunda-feira (6), da primeira Oficina de Cartografia Social e Planejamento Participativo, no âmbito do Projeto Pró-Manguezais, com o objetivo de diagnosticar os principais problemas, oportunidades e potencialidades que devem…

Representantes de instituições públicas e moradores de Marechal Deodoro que convivem diretamente com os manguezais ou deles dependem para produção de renda e alimento participaram, nesta segunda-feira (6), da primeira Oficina de Cartografia Social e Planejamento Participativo, no âmbito do Projeto Pró-Manguezais, com o objetivo de diagnosticar os principais problemas, oportunidades e potencialidades que devem embasar a construção de políticas públicas voltadas para o uso sustentável e a preservação dos manguezais no município.

Na ocasião, realizada na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, os moradores foram ouvidos e puderam expor todas as características, dificuldades, desafios e benefícios dos manguezais de Marechal Deodoro. As informações serão utilizadas na composição de mapas e relatórios detalhados que pretendem traçar um diagnóstico desse bioma e, com isso, incentivar novas políticas públicas focadas na preservação.

O Projeto Pró-Manguezais é uma iniciativa coordenada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), Ministério Público Federal (MPF), Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal de Alagoas (IGDEMA/UFAL), Instituto Federal de Alagoas (IFAL), Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e conta com o apoio das prefeituras dos três municípios escolhidos como “piloto” para execução do projeto: Marechal Deodoro, Barra de São Miguel e Coruripe.

Durante a Oficina, o promotor de Justiça Alberto Fonseca, titular da 4ª Promotoria de Justiça da Capital (Defesa do Meio Ambiente), reforçou que a participação popular é no sentido de dirigir as ações para quem está na ponta.

“O Pró-Manguezais, que envolve todas as organizações, academia, MPE e MPF, três prefeituras, tem o objetivo de identificar quais são as demandas necessárias para atingir o objetivo de conservar esse ecossistema frágil, porém, rico, que traz benefícios para a humanidade, além dos benefícios para a vida marinha”, pontuou. “Devemos construir algo que de fato a sociedade brasileira precisa, que possa impactar positivamente a comunidade e o meio ambiente”, acrescentou.

O secretário de Meio Ambiente de Marechal Deodoro, Dagoberto Silva de Omena, por sua vez, destacou que a Oficina é para diagnosticar os problemas para depois propor as soluções. Na condução dos trabalhos durante a Oficina, a professora Simone Affonso da Silva, do IGDEMA/UFAL, explicou que esse é o primeiro de três encontros com a comunidade necessários para realização e revisão completa do diagnóstico.

“Esse trabalho reúne técnicas de comunicação direta com a população, aproxima as instituições das demandas do território, promove a valorização da identidade de grupos sociais, aprofunda o sentimento de pertencimento ao território, empodera as comunidades, pois permite que elas apresentem sua visão de mundo e sua interpretação sobre questões socioambientais de seu cotidiano”, detalhou.

Ainda segundo a professora, o diagnóstico por meio da Oficina de Cartografia Social revela conflitos pelo uso do território entre diferentes grupos e conflitos entre as atividades humanas e o meio ambiente, une os conhecimentos técnicos e científicos com os saberes tradicionais, colabora na solicitação de informações e experiências cotidianas e estimula a participação para a criação de soluções coletivas e comunitárias.

Problemas apresentados

Os moradores que participaram da Oficina citaram problemas comuns nas áreas de mangue, entre os quais os seguintes: descarte de lixo, falta de incentivo ao esporte aquático, desmatamento, falta de apoio dos órgãos públicos, falta de consciência da população, desaparecimento de alguns animais, descarte de esgoto e lixo, inclusive por bares e restaurantes instalados na beira da lagoa, turismo sem fiscalização que gera degradação ambiental, especulação imobiliária, construção de condomínios em áreas que deveriam estar protegidas, falta de fiscalização, presença de animais silvestres em áreas urbanas, nos quintais, além de muitos animais atropelados.

Eles também citaram as potencialidades e, entre elas, destacaram o artesanato produzido pelas comunidades que vivem na região de manguezal. Também solicitaram apoio para estímulo ao esporte, mais geração de ocupação e renda, controle de uso das áreas e proteção das pessoas vulneráveis.

Parcerias

Além do MPAL, MPF, UFAL, IFAL e IMA, o Pró-Manguezais conta com a participação de diversos órgãos e entidades, entre eles: o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA/AL), o Instituto para Preservação da Mata Atlântica (IPMA), a Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União – Superintendência do Patrimônio da União em Alagoas (SPU/AL), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), o Instituto Biota de Conservação, o Negócio de Impacto Nosso Mangue, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Barra de São Miguel, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Marechal Deodoro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Coruripe e o Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT – 19ª).





Fonte: Alagoas 24h

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