Operação apreende grande quantidade de drogas em imóvel de Juiz de Fora — Foto: MPMG/Divulgação
Um dos suspeitos procurados pela Operação Déjà Vú, realizada nesta quarta-feira (23), fugiu em uma viatura da Polícia Militar (PM) durante o cumprimento um mandado em um sítio entre Juiz de Fora e Piau. Para conseguir escapar, ele soltou cães da raça pit bull contra os policiais e saiu pelos fundos do imóvel. A viatura…
Um dos suspeitos procurados pela Operação Déjà Vú, realizada nesta quarta-feira (23), fugiu em uma viatura da Polícia Militar (PM) durante o cumprimento um mandado em um sítio entre Juiz de Fora e Piau. Para conseguir escapar, ele soltou cães da raça pit bull contra os policiais e saiu pelos fundos do imóvel.
A viatura foi localizada poucos minutos depois. O suspeito abandonou o veículo e furtou um carro da Secretaria de Saúde para continuar a fuga. O automóvel também foi localizado. Não foi informado a que prefeitura o carro pertence.
Segundo o comandante da PM, coronel Lúcio Ferreira da Silva Neto, os militares foram atacados pelos animais e o suspeito aproveitou o momento para fugir.
“Nós conseguimos reaver [a viatura]. Foi um ato de desespero do suspeito, sabendo que havia mandados contra ele. No momento em que os cachorros investiram contra os PMs, ele conseguiu fugir”, explicou.
O suspeito continua foragido.
Operação Déjà Vú
Ao todo, 13 mandados de prisão foram cumpridos em Juiz de Fora, Barbacena, Piau e Belo Horizonte. A operação também cumpriu 30 mandados de busca e apreensão e 26 ordens judiciais de sequestro e bloqueio de bens, que incluem imóveis, veículos, contas bancárias, investimentos e criptoativos.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo é suspeito de tráfico interestadual de drogas em grande escala e lavagem de dinheiro. Juiz de Fora era usada como principal ponto para receber, armazenar e distribuir os entorpecentes.
A investigação estima que a organização tenha movimentado mais de R$ 70 milhões com o tráfico nos últimos 18 meses.
As equipes apreenderam veículos, uma arma de fogo e grande quantidade de drogas. Também foram encontrados um laboratório usado para o refino de entorpecentes e um abrigo subterrâneo fortificado utilizado como depósito.
Além das prisões determinadas pela Justiça, três pessoas foram presas em flagrante durante a operação.
Como o grupo atuava
As investigações começaram a partir da troca de informações entre agências de inteligência do MPMG e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os levantamentos apontaram que a organização buscava drogas no interior de São Paulo, no Paraná e na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Os entorpecentes eram levados para Juiz de Fora e, a partir da cidade, distribuídos para traficantes de comunidades do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Parte da droga também abastecia o mercado da Zona da Mata.
Os integrantes da liderança usavam documentos com identidades falsas para dificultar a identificação pelas autoridades.
Segundo a promotoria, as ações resultaram na apreensão de 195 kg de pasta base de cocaína e 476 kg de maconha.
Lavagem de dinheiro
Ainda segundo o MP, o dinheiro obtido com o tráfico era lavado por meio da compra de veículos e imóveis registrados em nome de terceiros.
Os investigados também usavam empresas e atividades comerciais aparentemente legais para tentar esconder a origem dos valores.



