segunda-feira, julho 6, 2026
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CBF defende Raphael Claus após Trump levantar suspeitas sobre o brasileiro


Folarin Balogun, dos EUA, recebe cartão vermelho do árbitro Raphael Claus 1º de julho de 2026 | REUTERS/Phil Noble • REUTERS

A CBF emitiu um comunicado nesta segunda-feira (6) e defendeu o árbitro Raphael Claus, envolvido em uma polêmica na Copa do Mundo de 2026 depois que a Fifa suspendeu a punição do atacante norte-americano Balogun, expulso pelo juiz brasileiro contra a Bósnia e Herzegovina. A decisão foi tomada pela entidade máxima do futebol após Donald…

A CBF emitiu um comunicado nesta segunda-feira (6) e defendeu o árbitro Raphael Claus, envolvido em uma polêmica na Copa do Mundo de 2026 depois que a Fifa suspendeu a punição do atacante norte-americano Balogun, expulso pelo juiz brasileiro contra a Bósnia e Herzegovina.

A decisão foi tomada pela entidade máxima do futebol após Donald Trump pedir a revisão do lance. Além disso, o presidente dos EUA teceu duras críticas a Claus nesta segunda (6), classificando a atuação do brasileiro como “horrível” e sugerindo que o histórico do árbitro seria “suspeito”.

“Raphael Claus integra o quadro de árbitros profissionais da CBF, é reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol”, diz a nota enviada à CNN Brasil.

A CBF acrescentou que “não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita” e que “refuta qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus”.

“Trata-se de um profissional exemplar, cuja carreira é amplamente respaldada por avaliações técnicas, desempenho consistente e confiança das principais competições nacionais e internacionais. A CBF reafirma seu compromisso com a verdade, com a transparência e com a defesa intransigente de seus profissionais”, concluiu a CBF.

FPF também se manifesta

A Federação Paulista de Futebol (FPF) também emitiu uma nota em defesa de Claus e ressaltou que ele “possui reputação ilibada e uma carreira construída com ética, seriedade, dedicação e excelência técnica, sem qualquer episódio que coloque em dúvida sua integridade profissional”.

Veja a nota completa da FPF:

A Federação Paulista de Futebol manifesta seu irrestrito apoio ao árbitro paulista Raphael Claus diante das lamentáveis insinuações que tentam, sem qualquer fundamento, colocar em dúvida sua integridade e sua trajetória profissional.

Claus possui reputação ilibada e uma carreira construída com ética, seriedade, dedicação e excelência técnica, sem qualquer episódio que coloque em dúvida sua integridade profissional.

Seu currículo demonstra a confiança conquistada dentro e fora do país. Claus foi selecionado para duas edições da Copa do Mundo e escolhido para comandar a final da Copa América 2024, além de inúmeras designações para jogos de máxima relevância, incluindo sete finais de Paulistão e diversos prêmios individuais.

A Federação Paulista de Futebol reafirma sua confiança e orgulho em contar com Raphael Claus em seu quadro de árbitros e seguirá defendendo seus profissionais diante de qualquer tentativa de desqualificação injusta ou ofensiva.

Entenda a polêmica

Raphael Claus expulsou Balogun na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, pelos 16 avos de final da Copa do Mundo. Após recomendação do VAR, o árbitro brasileiro revisou um lance em que o atacante acertou o tornozelo do zagueiro Tarik Muharemovic com as travas da chuteira e aplicou o cartão vermelho direto.

Pelas regras da Fifa, Balogun deveria cumprir suspensão automática na partida seguinte, contra a Bélgica, pelas oitavas de final.

No entanto, a entidade decidiu suspender a aplicação da punição por um período probatório de um ano, tornando o atacante elegível para atuar no confronto eliminatório.

Trump confirmou que conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir uma revisão do caso, mas negou ter interferido na decisão. “Eu só pedi uma revisão porque não achei que foi falta.”

Segundo o presidente americano, o lance foi apenas uma disputa normal entre dois atletas. “Eu vi a jogada. Aquilo não foi falta. Aquilo nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em velocidade máxima que simplesmente colidiram um com o outro.”

A Bélgica questiona a elegibilidade de Balogun para o jogo desta segunda (6), que vale vaga nas quartas de final.





Fonte: Alagoas 24h

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