sexta-feira, maio 15, 2026
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Anitta: ‘Não congelei óvulos. Não me enxergo sentindo prazer ou sendo feliz tendo filhos’


Nos últimos três anos, Anitta, a maior artista pop do Brasil, viveu processos profundos e íntimos de autoconhecimento que a fizeram questionar o ritmo que levava a vida e o peso que dava para cada acontecimento. Dessa revolução pessoal de Larissa de Macedo Machado, carioca de Honório Gurgel, nasceu #Equilibrivm, seu novo álbum, provavelmente o…

Nos últimos três anos, Anitta, a maior artista pop do Brasil, viveu processos profundos e íntimos de autoconhecimento que a fizeram questionar o ritmo que levava a vida e o peso que dava para cada acontecimento. Dessa revolução pessoal de Larissa de Macedo Machado, carioca de Honório Gurgel, nasceu #Equilibrivm, seu novo álbum, provavelmente o mais genuíno até aqui. E também decisões importantes, como a de não ter filhos.

Em entrevista para a capa da Glamour outono/inverno 2026, a primeira edição impressa deste ano, a cantora fala de seu processo de autoconhecimento profundo e diz que, entre outras reflexões, entendeu a maternidade como “uma função injusta e desequilibrada”.

A seguir, você lê alguns trechos desta entrevista, que ocupa 12 páginas da edição impressa – a revista chega hoje (15) às bancas de todo o Brasil.

Você se considera um modelo a ser seguido pelas suas jovens fãs?

Me considero um modelo a ser seguido no sentido de princípios e caráter. Eu não quero ter filhos, mas se tivesse, gostaria de ser uma inspiração. Quando olho para a minha história, penso: ‘Eu não tinha nada, estudei muito, sempre fui a melhor aluna das escolas que frequentei, trabalhei e me esforcei muito, dou muito valor à minha família, ajudo o quanto posso e o quanto eles precisam. Óbvio que tenho equívocos na vida, todo mundo é humano, porém, acho que sou um exemplo bacana por conta dessas coisas — de ter princípios, de nunca ter feito mal a ninguém, nunca ter sacaneado ninguém, nunca ter roubado de ninguém. Isso é uma coisa que me orgulho.

Por que você não quer ter filhos?

Eu nasci com esse pensamento, desde criancinha. A sociedade condiciona a mulher a querer isso — ainda bem, inclusive, que as pessoas estão olhando com mais seriedade para a misoginia e para os perigos desse pensamento machista. Porque a gente vai, desde menina, sendo doutrinada a pensar que o sucesso feminino está automaticamente relacionado a arrumar marido, ter filhos… A mulher só tem valor se cumprir esses quesitos. A gente fica sem saber o que é vontade nossa e o que foi imposto pelos outros.

Depois que mergulhei nessa busca por mim mesma, não me enxergo sentindo prazer ou sendo feliz tendo filhos. Não congelei óvulos, não penso nisso. Pode ser que mude lá na frente? Claro, não sou fechada a nada na minha vida, a gente vive em constante evolução e mudança. Mas, hoje, ainda vejo como uma função injusta e desequilibrada.

Você comentou que não congelou óvulos. Não pensa nisso como uma reserva, caso mude de opinião mais para a frente?

Se eu mudar de opinião, tem tanta criança no mundo que não tem pais, tanta gente esperando para ser amada. Se der vontade, no futuro, não terei esse problema. Além disso, congelar óvulos é uma função pesada, altera todos os hormônios. Tenho a saúde muito fragilizada desde a covid-19, então não vejo vantagem em colocá-la em risco. Acredito que tudo que é para acontecer, acontece. Então se for para o meu bem, para a minha felicidade, vai acontecer.





Fonte: Alagoas 24h

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