terça-feira, abril 14, 2026
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Cetas inicia reabilitação de pássaros resgatados no Aeroporto


Entre os animais estavam espécies como pintassilgos, canários, azulões, xexéus, caboclinhos, corrupiões, papa-capins e sabiás, além de exemplares de saíra-sete-cores | Ascom IMA/AL

Após o flagrante de tráfico no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, as 42 aves silvestres encontradas presas em uma mala de viagem foram encaminhadas, na manhã desta terça-feira, 14, ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Lembre: Polícias apreendem 42 aves silvestres em bagagem no Aeroporto de Maceió A unidade, gerida pelo Instituto do…

Após o flagrante de tráfico no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, as 42 aves silvestres encontradas presas em uma mala de viagem foram encaminhadas, na manhã desta terça-feira, 14, ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Lembre: Polícias apreendem 42 aves silvestres em bagagem no Aeroporto de Maceió

A unidade, gerida pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) em parceria com o Ibama, iniciou um protocolo de emergência para salvar os exemplares que sobreviveram ao transporte precário. Entre os resgatados estão espécies raras como a saíra-sete-cores, que agora passa por cuidados intensivos para tentar retornar à natureza.

Recuperação

A transferência para o Cetas é a etapa mais crítica após a apreensão. O médico veterinário Gabriel Marques explica que o método de ocultação utilizado pelo infrator — que amontoou gaiolas pequenas entre bolsas de gelo — resultou em danos físicos e psicológicos severos aos pássaros.

“Os animais estavam contidos em um espaço extremamente reduzido, alguns em péssimo estado de saúde. Esse tipo de acondicionamento causa muito estresse e pode levar à piora clínica. Foi realizada a triagem, separando os indivíduos e oferecendo suporte nutricional, além de mantê-los em ambiente com temperatura adequada, para que possam se recuperar”, detalhou o especialista.

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Triagem e espécies assistidas

A equipe técnica trabalha agora na identificação individual e no fortalecimento de exemplares de pintassilgos, canários, azulões, xexéus, caboclinhos, corrupiões, papa-capins e sabiás. O cuidado é redobrado com a saíra-sete-cores, ave ameaçada de extinção que possui alto valor no mercado ilegal, mas que apresenta extrema sensibilidade ao manejo inadequado.

O objetivo final do Cetas é a soltura em áreas de reserva monitoradas, assim que os animais recuperarem a capacidade de voo e alimentação autônoma.

Punições rigorosas

Enquanto as aves recebem atendimento, o processo administrativo avança contra o passageiro que as transportava para São Paulo.

O IMA/AL reforça que a legislação ambiental prevê multas pesadas por animal apreendido. No caso de espécies ameaçadas de extinção, o valor da autuação pode chegar a R$ 5 mil por indivíduo, além da responsabilização criminal por transporte irregular e maus-tratos.





Fonte: Alagoas 24h

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