Sete anos após a anulação de um julgamento polêmico, o Tribunal do Júri de Alagoas condenou novamente, nesta segunda-feira, 27, os réus José Anselmo Cavalcanti de Melo, o “Preto Boiadeiro”, e Thiago Ferreira dos Santos, o “Pé de Ferro”. Juntas, as penas somam mais de 90 anos de reclusão. Eles foram sentenciados pelos assassinatos do…
Sete anos após a anulação de um julgamento polêmico, o Tribunal do Júri de Alagoas condenou novamente, nesta segunda-feira, 27, os réus José Anselmo Cavalcanti de Melo, o “Preto Boiadeiro”, e Thiago Ferreira dos Santos, o “Pé de Ferro”. Juntas, as penas somam mais de 90 anos de reclusão.
Eles foram sentenciados pelos assassinatos do sargento da PM, Edivaldo Joaquim de Matos, e de Samuel Theomar Bezerra Cavalcante, além de crimes contra Theobaldo Cavalcante Lins Neto. O Ministério Público contou com a atuação firme do promotor de Justiça Thiago Riff.
Longa espera
O caso se arrastava devido a uma reviravolta jurídica: o primeiro julgamento havia sido anulado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) porque uma estagiária da própria instituição integrou o conselho de sentença. Agora, duas décadas após os crimes, a nova decisão busca encerrar um ciclo de espera das famílias das vítimas.
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O promotor Thiago Riff destacou que a condenação era a única resposta possível para a brutalidade dos fatos:
“O Ministério Público mais uma vez cumpriu o seu papel. O júri foi sobre três crimes cometidos há praticamente 20 anos e já havia a expectativa de nova condenação, visto que o primeiro julgamento foi anulado. Agora, o caso encontra-se novamente julgado e se espera que traga a sensação de justiça à sociedade, que não mais aguenta a impunidade de crimes bárbaros como estes.”
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Penas e veredito
O Conselho de Sentença analisou as condutas de forma individualizada, reconhecendo qualificadoras como motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
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Thiago Ferreira dos Santos (“Pé de Ferro”): Recebeu a maior pena, totalizando 58 anos e quatro meses de reclusão. Os jurados reconheceram sua autoria e materialidade nos ataques contra todas as três vítimas, mantendo as qualificadoras.
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José Anselmo Cavalcanti de Melo (“Preto Boiadeiro”): Foi condenado a 32 anos e três meses. Embora absolvido em relação à vítima Samuel Theomar, os jurados confirmaram sua culpa nos crimes contra o sargento Edivaldo e contra Theobaldo Cavalcante Neto.
Para a acusação, o desfecho reafirma que a estratégia do MPAL foi sólida ao apresentar provas que não deixaram margem para dúvidas, superando os obstáculos processuais que atrasaram o desfecho do caso por quase sete anos.
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