sábado, agosto 22, 2026
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IMA aponta 19 trechos impróprios para banho nas praias de Alagoas


Quem pretende aproveitar o fim de semana nas praias alagoanas deve ficar atento às condições da água antes de dar um mergulho. O mais recente relatório de balneabilidade, com amostras colhidas no dia 18 de agosto, divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), revela que 19 trechos do litoral do estado estão impróprios…

Quem pretende aproveitar o fim de semana nas praias alagoanas deve ficar atento às condições da água antes de dar um mergulho. O mais recente relatório de balneabilidade, com amostras colhidas no dia 18 de agosto, divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), revela que 19 trechos do litoral do estado estão impróprios para banho e devem ser evitados pelos banhistas.

Ao todo, a equipe do laboratório do IMA analisou 67 pontos de amostragem ao longo de toda a costa alagoana. Do total avaliado, 48 trechos foram classificados como próprios (71,6%) e 19 apresentaram contaminação e foram considerados impróprios (28,4%).

A capital, Maceió, concentra o cenário mais crítico. Dos 20 pontos monitorados na orla maceioense, 12 estão impróprios para banho (uma taxa de 60% de inadequação). Entre as áreas comprometidas estão trechos de praias bastante frequentadas por moradores e turistas, como Pontal da Barra (frente ao emissário da Casal), Avenida, Pajuçara, Ponta Verde (entre as ruas João Saleiro Pitão e Rubens Canuto), Jatiúca, Cruz das Almas (dois pontos), Guaxuma, Garça Torta e a foz do Rio Pratagy.

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No Litoral Sul, das 23 áreas analisadas, apenas um trecho apresentou condição imprópria para banho. O ponto crítico permanece no Rio Niquim, na Barra de São Miguel, a cerca de 300 metros da foz — local apontado recorrentemente pelos técnicos como ponto de atenção. Outras praias famosas da região, como Francês, Gunga, Pontal do Peba e Dunas de Marapé (Duas Barras), estão com águas próprias para banho.

Já no Litoral Norte, foram monitorados 25 trechos, dos quais seis estão impróprios (24%). A contaminação concentra-se no município de Maragogi, onde os pontos afetados incluem a foz do Rio Salgado, a foz do Rio Maragogi, a área de Barra Grande, Ponta de Mangue, Praia da Peroba e a foz do Rio Persinunga. Por outro lado, destinos turísticos como Paripueira, Sonho Verde, São Miguel dos Milagres, Praia do Patacho e Japaratinga apresentaram condições adequadas para os banhistas.

Recomendações e critérios técnicos

O IMA recomenda que a população evite o banho de mar nas 24 horas seguintes à ocorrência de chuvas fortes, período em que aumenta significativamente a drenagem urbana e o transporte de resíduos e efluentes para o oceano. Além disso, orienta-se evitar o contato direto e a ingestão da água em locais sob influência direta de rios, canais ou desembocaduras de córregos.

A classificação adotada segue os parâmetros da Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Um trecho é considerado próprio quando pelo menos 80% das amostras coletadas nas cinco semanas anteriores no mesmo local apresentam índice inferior a 800 NMP (Número Mais Provável) de Escherichia coli por 100 ml de água. O local é classificado automaticamente como impróprio se a coleta mais recente registrar valor superior a 2.000 NMP de E. coli por 100 ml.

VEJA O RELATÓRIO COMPLETO AQUI





Fonte: Alagoas 24h

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