quarta-feira, agosto 12, 2026
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Investigação conclui que PM matou personal trainer e participou de roubo fardado, afirma delegado


Policial militar é acusado de homicídio e de cometer assalto fardado

Após quase um ano desde que o corpo do personal trainer Daniel Cesar Del Castilho da Silva foi encontrado, a investigação foi encerrada. O soldado da Polícia Militar Gilvan Endryl Seixas Barros foi acusado de assassinar o personal, roubar o carro e participar de um assalto fardado. Segundo as investigações, no dia 6 de setembro…

Após quase um ano desde que o corpo do personal trainer Daniel Cesar Del Castilho da Silva foi encontrado, a investigação foi encerrada. O soldado da Polícia Militar Gilvan Endryl Seixas Barros foi acusado de assassinar o personal, roubar o carro e participar de um assalto fardado.

Segundo as investigações, no dia 6 de setembro do ano passado, Daniel saiu na companhia do Gilvan. Durante o trajeto, o suspeito teria matado o personal trainer com um tiro na cabeça. Após o crime, o acusado ficou com o carro da vítima por cerca de uma semana, circulando por Macapá e pelo interior do estado.

De acordo com o delegado José Mário Carneiro, da delegacia de homicídios e proteção à pessoa (DHPP), há imagens do suspeito usando o carro da vítima para trabalhar, chegando até o quartel com o veículo de Daniel.

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“No dia 12 de setembro, uma semana depois, numa sexta-feira, o Gilvan, o infrator, se envolveu num acidente com esse automóvel e fugiu. A vítima do acidente conseguiu pegar a placa e conseguiu rastrear o automóvel. Então foi até a família do dono do automóvel, que no caso seria a família do Daniel. Ao conversar com a família do Daniel, os familiares ficaram surpresos, porque não sabiam nem que o Daniel teria se envolvido nesse acidente”, disse o delegado.

Naquele momento, a família não sabia do paradeiro de Daniel e já havia denunciado o desaparecimento à polícia. No dia 13 de setembro, Gilvan, junto com outro homem identificado como Alan, participou de um roubo em um mercantil no distrito de Abacate da Pedreira, zona rural de Macapá.

A polícia chegou até a dupla após denúncia de que o estabelecimento havia sido alvo de assaltantes. As vítimas informaram que um dos homens vestia farda da PM. Na abordagem, Gilvan foi encontrado com uniforme da corporação, uma pistola .40 com carregador e um simulacro de arma de fogo tipo airsoft. O segundo suspeito usava roupas semelhantes às das Forças Armadas.

“A Polícia Civil continuou as investigações relacionadas ao homicídio e realmente chegamos à autoria do Gilvan, conseguimos quebra do sigilo telemático, conseguimos cruzar as localizações onde ele esteve com quem esteve, conseguimos também informações do celular da vítima, do Daniel, e conseguimos, de fato, fechar o inquérito policial descobrindo, indiciando o Gilvan pela morte do Daniel. O Alan, que foi preso pelo roubo, não estava envolvido no homicídio”, declarou o delegado.

Ainda segundo o delegado, não foi possível determinar a motivação do crime. Foi identificado que Daniel ajudava Gilvan na preparação para o exame de aptidão física (TAF) da PM.

“Infelizmente, nós não conseguimos descobrir a razão, a motivação do homicídio, mas conseguimos descobrir que foi ele”, destacou.

Em interrogatório, Gilvan alegou que Daniel teria sido executado por um suposto agiota, que teria tomado sua arma e cometido o crime. Ele disse que deixou o local com o carro da vítima por estar assustado, mas não explicou por que ficou uma semana sem avisar a família e circulando com o veículo.

“Chegamos a identificar um suspeito com as características que o Gilvan falou, que seria esse agiota. Esse suspeito foi ouvido. Coletamos dados desses suspeitos, mas, de fato, as investigações não apontaram de forma alguma que essa pessoa estaria envolvida no caso. E, de fato, que a gente chegou à conclusão de que seria só uma tese de defesa do Gilvan, que não se concretizou”, reforçou o delegado.

Gilvan está preso no Centro de Custódia do Estado, em prisão especial por ser policial militar. Ele é acusado de dois crimes: o homicídio de Daniel e o roubo ao mercantil.

Relembre o caso

Daniel, de 36 anos, foi encontrado morto no dia 12 de setembro de 2025 às margens da rodovia AP-70, em Macapá. O corpo estava em avançado estado de decomposição.

O carro da vítima, do modelo Onix, não foi localizado junto ao corpo. Dias depois, o veículo foi identificado em um assalto a um estabelecimento comercial, com dois homens — um deles policial militar. A partir daí, a Polícia Civil conseguiu conectar os casos.





Fonte: Alagoas 24h

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