Polícia Civil investiga descarte irregular de resíduos hospitalares em terreno aberto em Maceió. | Reprodução TVPajuçara
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) confirmou nesta segunda-feira, 25, que já instaurou um inquérito policial para identificar e punir os responsáveis pelo descarte irregular de resíduos hospitalares em um terreno aberto na comunidade do Vale do Reginaldo, em Maceió. O crime ambiental veio à tona após moradores da região flagrarem e filmarem, durante a…
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) confirmou nesta segunda-feira, 25, que já instaurou um inquérito policial para identificar e punir os responsáveis pelo descarte irregular de resíduos hospitalares em um terreno aberto na comunidade do Vale do Reginaldo, em Maceió.
O crime ambiental veio à tona após moradores da região flagrarem e filmarem, durante a noite, o momento exato em que um caminhão caçamba despejava toneladas de lixo infectante e medicamentos diretamente no solo.
Veículo e empresa já foram identificados
Em entrevista à TVPajuçara, o delegado titular da Delegacia de Crimes Ambientais, Roberto Davino, informou que as gravações feitas pela população foram fundamentais para o avanço rápido das investigações. A equipe policial cruzou os dados das imagens e já sabe a procedência do veículo e o grupo empresarial por trás do ato ilícito.
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O delegado foi direto ao garantir a punição dos envolvidos:
“Está identificado de quem é o carro e a serviço de quem ele estava. Nós instauramos um inquérito policial e iremos responsabilizar quem fez isso”
Penas podem ser ampliadas pelo risco biológico
O descarte incorreto de lixo comum já configura crime ambiental, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão. No entanto, o delegado Roberto Davino alertou que a situação no Vale do Reginaldo é ainda mais grave devido à presença de insumos de saúde, o que eleva consideravelmente o rigor da punição jurídica.
“Se ficar comprovado que havia material hospitalar ou medicamentos, a pena pode aumentar de um sexto até um terço”, pontuou o delegado.
Obrigatoriedade de incineração e limpeza do terreno
Além das sanções criminais e das multas financeiras que serão aplicadas, a Polícia Civil exigirá que a empresa poluidora recolha imediatamente todas as toneladas de detritos jogadas no local. Todo o material recolhido deverá ser submetido ao processo correto de destinação final, exigido por lei para evitar a contaminação do solo e da população local.
“O produto hospitalar precisa ser incinerado. Não pode ser jogado de qualquer maneira, em qualquer lugar”, categorizou a autoridade policial.
A importância das denúncias anônimas
As investigações apontam que os criminosos agiram a noite, justamente para tentar escapar de fiscalizações e flagrantes policiais. Atualmente, a Delegacia especializada já conduz cerca de 14 procedimentos relacionados a crimes ambientais parecidos na capital alagoana, demonstrando que o descarte clandestino tem sido combatido com rigor e vários casos já se encontram na Justiça.
A Polícia Civil reforça o apelo para que a sociedade continue fiscalizando e denunciando agressões à natureza e à saúde coletiva. Qualquer cidadão que presenciar o despejo ilegal de entulhos, lixo ou produtos químicos pode realizar uma denúncia totalmente anônima e segura por meio do Disque Denúncia 181.



