Moraes arquiva inquérito contra deputado alagoano por malas que não passaram em raio-x | Foto: Câmara dos Deputados
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, arquivou a investigação que envolve o deputado alagoano Isnaldo Bulhões (MDB) no caso que apurava uma possível burla na fiscalização de bagagens em um aeroporto no interior de São Paulo. LEIA MAIS NOTÍCIAS DA POLÍTICA NACIONAL E INTERNACIONAL ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM…
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, arquivou a investigação que envolve o deputado alagoano Isnaldo Bulhões (MDB) no caso que apurava uma possível burla na fiscalização de bagagens em um aeroporto no interior de São Paulo.
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A decisão foi tomada nesta quinta-feira (21) com base em parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não encontrou indícios de envolvimento do parlamentar.
O caso gira em torno de um voo realizado em abril de 2024, quando uma aeronave particular saiu da ilha de São Martinho, no Caribe, e pousou no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP). Além de Isnaldo Bulhões, estavam a bordo outros nomes da política nacional, como o presidente da Câmara, Hugo Motta, o deputado Dr. Luizinho (PP-RJ) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Na ocasião, o Ministério Público apontou que um auditor fiscal teria permitido que um integrante da tripulação deixasse o aeroporto com cinco malas sem passar pelo raio-x, o que levantou suspeitas de facilitação de contrabando e possível irregularidade administrativa. A partir disso, a Polícia Federal abriu investigação.
No entanto, ao analisar o caso, a PGR concluiu que não há elementos que liguem os parlamentares à possível infração. Seguindo essa linha, Moraes destacou que a presença deles no voo, por si só, não indica participação em qualquer crime. Além disso, imagens anexadas ao processo mostram que os passageiros passaram pelos procedimentos normais de fiscalização.
Com isso, o STF decidiu encerrar a apuração em relação a Isnaldo Bulhões e aos demais congressistas citados. Apesar disso, a investigação continua na primeira instância da Justiça Federal, em Sorocaba (SP), para apurar a conduta de outros envolvidos que não têm foro privilegiado.



