segunda-feira, junho 15, 2026
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Operação apura fraude milionária em empresas de água mineral


Operação apura fraude milionária de empresas de água mineral em Alagoas | Foto: Ascom/GAESF

Uma investigação iniciada na manhã desta segunda-feira (15) revelou um esquema milionário de fraude fiscal envolvendo empresas do setor de água mineral em Alagoas. O grupo é suspeito de causar um prejuízo superior a R$ 49 milhões aos cofres públicos por meio de sonegação de impostos e ocultação de patrimônio. LEIA MAIS NOTÍCIAS DE ALAGOAS,…

Uma investigação iniciada na manhã desta segunda-feira (15) revelou um esquema milionário de fraude fiscal envolvendo empresas do setor de água mineral em Alagoas. O grupo é suspeito de causar um prejuízo superior a R$ 49 milhões aos cofres públicos por meio de sonegação de impostos e ocultação de patrimônio.

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De acordo com as apurações, o esquema funcionava de forma articulada entre várias empresas ligadas ao mesmo grupo. Esses grupos simulavam operações comerciais com valores abaixo do mercado, o que reduzia artificialmente o pagamento de tributos, especialmente o ICMS. Com isso, a arrecadação estadual era diretamente afetada.

Além disso, há indícios de que parte dos bens e lucros obtidos com as fraudes tenha sido escondida para dificultar o rastreamento do dinheiro. Uma das empresas centrais do esquema já acumula uma dívida superior a R$ 9,4 milhões em impostos formalmente cobrados, enquanto outros débitos ainda estão em fase de apuração e podem ultrapassar R$ 40 milhões.

Outro ponto que chama atenção é que algumas das empresas investigadas receberam incentivos fiscais do Estado para estimular o desenvolvimento econômico. Agora, esses benefícios também passam por análise, diante da suspeita de uso irregular.

Como medida para evitar perdas maiores, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos envolvidos. A intenção é garantir que o dinheiro possa ser recuperado caso as irregularidades sejam confirmadas.

O caso segue em investigação e pode revelar novas ramificações do esquema, que teria operado por anos com impacto direto nos recursos públicos — dinheiro que poderia ter sido aplicado em áreas essenciais, como habitação e serviços básicos.





Fonte: Alagoas 24h

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