sexta-feira, agosto 21, 2026
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Relatório da DPE Alagoas aponta causas


Atendimento médico humanizado (Ilustração)

A Seção de Saúde Pública da Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) realizou 11.291 atendimentos e ajuizou 1.312 ações ao longo de 2025 para assegurar direitos básicos que deveriam ser garantidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), revelando que suplementos alimentares, terapias e cirurgias continuam entre as principais causas de judicialização no estado. Os dados integram…

A Seção de Saúde Pública da Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) realizou 11.291 atendimentos e ajuizou 1.312 ações ao longo de 2025 para assegurar direitos básicos que deveriam ser garantidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), revelando que suplementos alimentares, terapias e cirurgias continuam entre as principais causas de judicialização no estado.

Os dados integram o Relatório Anual da Seção de Saúde Pública, elaborado pela coordenadora do núcleo, a defensora pública Manuela Carvalho de Menezes, e encaminhado aos gestores municipais e estaduais para subsidiar políticas públicas de redução da judicialização. Além dos mais de 11 mil atendimentos, a instituição prestou assistência a 3.259 novos usuários, com 40,26% das demandas resultando em ações judiciais e 22% solucionadas pela via administrativa, o que permitiu o arquivamento de 738 procedimentos sem a necessidade de litígio.

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Entre os principais motivos que levaram os alagoanos à Justiça estão os pedidos de suplementos alimentares (como Trophic, Nutren e Isosource), terapias multidisciplinares (129 ações), transferências hospitalares e procedimentos cirúrgicos especializados, a exemplo de implantes de anel intracorneano e vitrectomias. Do total de ações ajuizadas, 808 foram direcionadas ao Município de Maceió, enquanto o Estado de Alagoas concentrou demandas por transferências, tratamentos com canabidiol, home care e medicamentos de alto custo.

“O relatório é elaborado anualmente para identificar os principais gargalos enfrentados pela população no acesso ao SUS e fortalecer o diálogo com os gestores públicos. A expectativa é que essas informações contribuam para a adoção de medidas capazes de reduzir a necessidade de judicialização e garantir um atendimento mais eficiente à população”, destacou a defensora pública Manuela Carvalho de Menezes.





Fonte: Alagoas 24h

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