quarta-feira, julho 29, 2026
spot_img

Réu é condenado a 29 anos por matar Angélica com 37 facadas


Professora assassinada com 37 facadas

O Tribunal do Júri condenou José Ricardo dos Santos a 29 anos, 8 meses e 16 dias de reclusão, em regime fechado, pelo assassinato da ex-companheira Angélica. O julgamento, realizado nesta quarta-feira (29), acolheu integralmente a tese do Ministério Público de Alagoas (MPAL), reconhecendo a materialidade, a autoria e as três qualificadoras apresentadas na denúncia….

O Tribunal do Júri condenou José Ricardo dos Santos a 29 anos, 8 meses e 16 dias de reclusão, em regime fechado, pelo assassinato da ex-companheira Angélica. O julgamento, realizado nesta quarta-feira (29), acolheu integralmente a tese do Ministério Público de Alagoas (MPAL), reconhecendo a materialidade, a autoria e as três qualificadoras apresentadas na denúncia. A Justiça determinou o acionamento da Vara de Execuções Penais para providenciar o traslado do réu, que passará a cumprir a pena em Alagoas.

O júri

O primeiro depoimento do dia foi prestado por Alexandre Henrique Ventura, irmão da vítima. Ele descreveu Angélica como uma pessoa querida por todos e ressaltou que a família desaprovava a relação da mulher com o acusado. Segundo o familiar, a mãe dos dois definia o réu como alguém “estranho e possessivo” e lembrou que vizinhos ouviram gritos na data do crime, o que aponta para premeditação. Ao chegar à cena do crime na época do caso, testemunhas relataram ter visto o suspeito fugindo do local em uma motocicleta.

O réu foi interrogado de forma virtual e negou ter cometido o crime. Em sua versão, alegou que estava na casa de Angélica quando ela teria atendido a um telefonema dizendo: “Não venha hoje, porque ele está aqui”. José Ricardo afirmou ter ficado irritado com a situação e decidido ir embora, sugerindo que outro homem poderia ter ingressado no imóvel em seguida. No entanto, sua narrativa entrou em contradição ao tentar explicar detalhes do momento em que a vítima foi golpeada.

ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM

Durante a réplica, o promotor Gustavo ressaltou contradições e posturas do acusado que impressionaram os jurados. Um dos pontos destacados pela acusação foi o momento em que o réu riu ao ser questionado se sentira a morte de Angélica, atitude apontada pela promotoria como demonstração de ausência de remorso. O Ministério Público também rebateu os argumentos da defesa lembrando o número brutal de golpes sofridos pela vítima: Angélica foi morta com 37 facadas.

A única testemunha arrolada pela defesa do réu, um primo para quem ele teria contado ter fugido após rumores de sua participação no homicídio, faleceu em um acidente antes da realização do julgamento.

Após a réplica e a tréplica, o Conselho de Sentença se reuniu para votação e confirmou a condenação do acusado pelo crime.

Leia mais:





Fonte: Alagoas 24h

Leia Também

- Publicidade -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS