Davi Silva nunca teve restos mortais localizados
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) adiou novamente o julgamento do recurso impetrado pela defesa dos quatro condenados pelo homicídio, tortura e ocultação de cadáver do adolescente Davi Silva, de 17 anos. A nova sessão ficou agendada para o dia 23 de setembro. Segundo a assessoria do TJAL, o processo foi retirado a pedido…
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) adiou novamente o julgamento do recurso impetrado pela defesa dos quatro condenados pelo homicídio, tortura e ocultação de cadáver do adolescente Davi Silva, de 17 anos. A nova sessão ficou agendada para o dia 23 de setembro.
Segundo a assessoria do TJAL, o processo foi retirado a pedido da defesa, que informou impossibilidade de comparecer à sessão. A sessão que ocorreria nesta quarta-feira (2) já havia sido remarcada e devia ter acontecido originalmente no dia 26 de agosto.,
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Os réus — três policiais militares e uma servidora do Tribunal de Contas do Estado (TCE/AL) — recorreram das penas proferidas no Júri Popular realizado em maio deste ano, cujas condenações somadas ultrapassam 100 anos de prisão em regime fechado. O julgamento de maio apreciou os crimes cometidos em agosto de 2014, quando o adolescente desapareceu após uma abordagem policial no bairro do Benedito Bentes, em Maceió.
A sentença proferida pelo Poder Judiciário fixou as seguintes penas individuais para os envolvidos:
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Eudecir Gomes de Lima: 28 anos, 1 mês e 3 dias de reclusão.
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Carlos Eduardo Ferreira dos Santos: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão.
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Nayara Silva de Andrade: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão.
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Vitor Rafael Martins da Silva: 21 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão, somados a mais 1 ano, 7 meses e 11 dias pelo crime de tortura.
A decisão de primeira instância determinou ainda a perda da farda para os militares e a perda do cargo público para Nayara Andrade. Além da morte e do sumiço do corpo de Davi Silva — até hoje não localizado —, o júri condenou o grupo pela tortura praticada contra o jovem Raniel Vitor, que acompanhava a vítima no momento da abordagem.
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O Ministério Público de Alagoas (MPAL) defende vigorosamente a soberania da decisão dos jurados e a preservação integral do veredito. Em coletiva conduzida pela promotora de Justiça Lídia Malta, a acusação reafirmou que a autoria dos crimes está embasada em um acervo probatório irrefutável.
As provas centrais apresentadas pelo MPAL incluem o cruzamento de dados de antenas de telefonia móvel (ERBs), que desmentiram o álibi dos militares ao comprovarem a presença da viatura no local do crime às 8h01 — horário exato da abordagem —, além dos depoimentos do jovem sobrevivente Raniel Oliveira e de testemunhas oculares que viram o adolescente ser colocado no veículo oficial da guarnição.
A nova data estipulada pelo tribunal definirá a manutenção ou revisão das condenações impostas ao grupo.



