Davi da Silva tinha 17 anos quando foi morto
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) adiou para a próxima quarta-feira, 2 de setembro, o julgamento do recurso apresentado pela defesa de quatro policiais militares condenados em maio deste ano pelo assassinato e desaparecimento do jovem Davi da Silva, ocorrido em agosto de 2014 no bairro Benedito Bentes, em Maceió. O Ministério Público de…
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) adiou para a próxima quarta-feira, 2 de setembro, o julgamento do recurso apresentado pela defesa de quatro policiais militares condenados em maio deste ano pelo assassinato e desaparecimento do jovem Davi da Silva, ocorrido em agosto de 2014 no bairro Benedito Bentes, em Maceió.
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) atua no processo para sustentar a integralidade da decisão do Tribunal do Júri, que somou mais de 100 anos de reclusão aos quatro integrantes da guarnição da Rádio Patrulha. A promotora de Justiça Lídia Malta, que atuou na acusação durante o julgamento em plenário, concederá entrevista coletiva na manhã da próxima terça-feira (1º), na sede do MPAL, localizada no bairro do Poço, para detalhar a tese ministerial que pede a manutenção rigorosa das penas.
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O crime aconteceu na manhã de 25 de agosto de 2014, no Conjunto Cidade Sorriso I, quando Davi da Silva, então com 17 anos, foi abordado e colocado no interior de uma viatura policial, não sendo mais visto com vida desde então. Embora a defesa dos acusados alegue inocência e conteste o resultado do júri, o MPAL reafirma que o conjunto probatório é definitivo e demonstra categoricamente a autoria da execução e a ocultação do cadáver.
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Entre as provas centrais apresentadas pela acusação estão os registros técnicos de estações rádio-base (ERBs) de telefonia, que desmentiram o alibi da equipe. Enquanto os militares afirmavam ter chegado à região do Benedito Bentes por volta das 9h, os dados de sinal comprovaram o deslocamento do Jacintinho às 7h34 e a presença do celular de um dos réus na área de acesso à Cidade Sorriso às 8h01 — horário exato em que a abordagem ocorreu.
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A acusação é fortalecida pelo depoimento de Raniel Oliveira Silva, testemunha sobrevivente liberada no momento da abordagem. O jovem identificou individualmente a conduta dos quatro policiais militares — três homens e uma mulher — após analisar dezenas de fichas funcionais e registros do batalhão. Moradores do local também confirmaram ter visto o adolescente ser colocado no veículo oficial, reconhecendo inclusive a marca estilizada de um “pit bull”, símbolo utilizado nas viaturas daquela unidade à época.



