Caravana do Caso Vazamento de Óleo estará em três endereços até dia 21 de agosto para atender pescadores e pescadoras prejudicados por desastre ambiental que atingiu mais de 4 mil km da costa brasileira, alcançando 11 estados Pescadores e pescadoras de Alagoas afetados pelo derramamento de óleo que atingiu o litoral brasileiro em 2019 poderão buscar…
Caravana do Caso Vazamento de Óleo estará em três endereços até dia 21 de agosto para atender pescadores e pescadoras prejudicados por desastre ambiental que atingiu mais de 4 mil km da costa brasileira, alcançando 11 estados
Pescadores e pescadoras de Alagoas afetados pelo derramamento de óleo que atingiu o litoral brasileiro em 2019 poderão buscar indenização por meio de uma ação coletiva internacional que será apresentada nas cortes da Inglaterra. A caravana do Caso Vazamento de Óleo estará nos endereços listados abaixo, em Maceió, até dia 21 de agosto, para atender pessoalmente a população, esclarecer dúvidas e realizar o cadastro dos interessados em participar da ação:
- Colônia de Pescadores Z-02 Vieira Lima: Praça Caio Porto, s/n, Pontal da Barra, Maceió, Alagoas, CEP 570.000-000, de segunda a sexta, das 14h às 17h;
- Federação dos Pescadores: Avenida Senador Rui Palmeira, s/n, Vergel do Lago, Maceió/AL, de segunda a sexta, das 8h às 16h;
- Colônia Z-04: Rua Tobias Barreto, nº 326, Bebedouro, Maceió, Alagoas, CEP 57017-690, de segunda a sexta, das 8h às 12h.
A Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA) está à frente da iniciativa que pretende responsabilizar os culpados pelo vazamento de óleo como origem do maior desastre ambiental marítimo da história do Brasil, que afetou milhares de famílias e comprometeu a atividade pesqueira em centenas de comunidades costeiras.
“Foi um período muito difícil para os pescadores e pescadoras. Ter ficado sem o nosso sustento, sem poder vender a nossa pesca, comprometeu a renda de milhares de famílias. Essa ação nos enche de esperança em podermos finalmente buscar a justiça pelo nosso prejuízo e reparar esse dano”, comenta Edivando Soares de Araújo, presidente da CNPA.
Esse impacto ambiental afetou a economia local ao interromper a cadeia de produção, prejudicando tanto a subsistência de pescadores e marisqueiras, impedidos de comercializar seus produtos.
Quem pode participar
Podem participar da ação pescadores e pescadoras que exerciam atividade pesqueira em municípios atingidos pelo derramamento de óleo e que sofreram prejuízos financeiros em decorrência do desastre. O cadastro é gratuito e não exige qualquer pagamento antecipado.
Caso a ação resulte em indenização, os custos legais serão descontados dos valores recuperados, conforme previsto nos contratos da ação coletiva. Nenhum pescador deve pagar para participar do processo e caso receba qualquer cobrança comunique imediatamente aos canais oficiais do caso disponibilizados em https://casovazamentodeoleo.com/.
Relembre o caso
O derramamento de óleo iniciado em agosto de 2019 é considerado o maior desastre ambiental marítimo da história do Brasil, atingindo 4.334 quilômetros de costa em 11 estados, incluindo Alagoas.
Cerca de 870 mil pessoas foram diretamente expostas ao óleo, entre pescadores artesanais, marisqueiras, aquicultores e trabalhadores do turismo. Sete anos depois, não houve condenação judicial nem reparação efetiva às comunidades atingidas.
A ação coletiva internacional será ajuizada nas cortes da Inglaterra pelo escritório Mishcon de Reya LLP, especializado em litígios coletivos internacionais. O cadastro é gratuito e não exige qualquer pagamento antecipado; caso a ação resulte em indenização, os custos legais serão descontados dos valores recuperados.



