Fiação de ginásio é furtada pela terceira vez em 15 dias | Reprodução TVPajuçara
Criminosos especializados em furto de cobre cortaram e roubaram toda a fiação elétrica do ginásio da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), no bairro do Poço, por três vezes em um intervalo de apenas 15 dias. O bando realizou os ataques mais recentes consecutivamente nas últimas duas semanas, deixando o complexo esportivo — que o Governo…
Criminosos especializados em furto de cobre cortaram e roubaram toda a fiação elétrica do ginásio da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), no bairro do Poço, por três vezes em um intervalo de apenas 15 dias.
O bando realizou os ataques mais recentes consecutivamente nas últimas duas semanas, deixando o complexo esportivo — que o Governo do Estado havia inaugurado há apenas dois meses após uma revitalização completa — totalmente às escuras no período noturno.
Os vândalos invadem o local pulando os muros cercados por vegetação densa para paralisar projetos sociais e acadêmicos, agindo motivados pela certeza da impunidade e pela existência de receptadores na região.
“Gangue do rapel”
O modus operandi dos criminosos impressiona pela precisão técnica e pelo perigo envolvido. Segundo informações, os assaltantes demonstraram conhecimento avançado em engenharia elétrica para manusear cabos de alta tensão sem sofrer descargas fatais.
O coordenador de futsal do CSA, Cléon Oliveira, gerencia um projeto social no ginásio e detalha o susto dos técnicos que realizam a manutenção:
“Mas isso aí a gente vê que é uma equipe que eles sabem mexer que nem o eletricista falou que eles usaram até um cinto de rapel que eles roubaram até o pararia o eletricista ficou tão assustado que ele falou meu amigo que qualquer pessoa se botar um alicate ali naquele parara o alicate derretia então não são pessoas que não sabem mexer”, relatou o profissional à TVPajuçara.
Os vândalos montaram inclusive uma espécie de acampamento estratégico embaixo de uma árvore nos arredores do complexo esportivo para monitorar a rotina do local, estudar o terreno e preparar a fuga com o material pesado.
ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM
Prejuízo social: quem paga a conta é o cidadão
O crime afeta diretamente centenas de pessoas que utilizam o espaço público. Grupos de idosas que praticam vôlei adaptado, escolinhas de futebol infantil e estudantes universitários perderam o direito de usar o aparelho estatal no final da tarde e à noite.
“Infelizmente quem fica penalizado é a comunidade né se tiver se precisar ter alguma algum tipo de de atividade no final da tarde à noite aí já atrapalha né”, lamenta Cléon Oliveira.
Por causa da escuridão, os coordenadores precisam remanejar os horários dos treinos para o período matutino. Essa mudança, contudo, exclui dezenas de crianças que estudam no horário da manhã e agora não conseguem mais frequentar as atividades esportivas.
Mercado ilegal do cobre?
Para que o crime ocorra de forma tão repetitiva, existe uma engrenagem comercial invisível: a receptação de materiais roubados. Como destaca a reportagem, os criminosos não agiriam com tamanha audácia se não houvesse um comércio ilegal pronto para comprar o cobre extraído.
A fiação da Praça da Maravilha, situada nas proximidades da universidade, também sofreu o mesmo tipo de desmonte nos últimos dias, confirmando a atuação de uma quadrilha integrada na região.
A comunidade e a reitoria da UNEAL já registraram o Boletim de Ocorrência (B.O.). Enquanto o Estado envia eletricistas para refazer o serviço, os trabalhadores confessam o medo de finalizar a instalação e ver os cabos serem roubados mais uma vez. A Polícia Militar recebeu solicitações para reforçar o policiamento noturno na área do bairro do Poço.
A segurança pública também pede o apoio popular. Caso você note movimentações estranhas, indivíduos pulando muros ou cortando fiação em via pública durante a noite, ligue imediatamente para o Disque-Denúncia no número 181 ou acione a Polícia Militar pelo 190.



