terça-feira, julho 7, 2026
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entenda quadro de pneumonia bilateral do papa


Pontífice foi diagnosticado com pneumonia bilateral no final de 2024. Stefano Costantino/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O Vaticano divulgou, nesta sexta (7/3), que, depois de 22 dias internado, a situação de saúde do papa é estável, mas considerada “complexa. O pontífice foi diagnosticado com pneumonia bilateral no final de 2024 e foi internado várias vezes desde então.

O quadro acontece quando há infecção nos dois pulmões ao mesmo tempo, normalmente causada por vírus, fungos, parasitas ou bactérias. O religioso já sofria com problema nos órgãos desde os 21 anos de idade, quando precisou retirar parte de um pulmão por conta de um pleurisma. A inflamação se dá na membrana que separa o órgão da caixa toráxica.

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O Manual MSD explica que os pulmões são frequentemente expostos a microrganismos, que chegam pelo nariz ou garganta. Normalmente, o órgão lida com os problemas sozinho, mas, se há grande quantidade de invasores, ele é muito mais infeccioso do que o normal ou o pulmão não está funcionando corretamente, o quadro pode se agravar e se transformar em uma pneumonia.

Quadros complicados acontecem principalmente em pacientes com problemas pulmonares e idosos — os papa se encaixa nos dois critérios.

“O comprometimento pulmonar causado pela doença pode levar à insuficiência respiratória. O pulmão adoece e não consegue fazer as trocas gasosas de forma adequada. Se não for tratado, pode ser fatal”, explicou a infectologista Eliana Bicudo, da Sociedade Brasileira de Infectologia do DF, em entrevista anterior ao Metrópoles.

Sintomas de pneumonia

Tosse com expectoração de muco espesso ou com coloração alterada.

Dor torácica.

Calafrios.

Febre.

Falta de ar

“Estado crítico”

No dia 22 de fevereiro, o Vaticano afirmou que o estado do chefe da igreja era crítico pela primeira vez. O papa teve então uma piora grave, com crises de asma que obrigaram um aumento da ventilação mecânica que permitia a sua respiração.

Além disso, ele teve uma plaquetopenia, condição caracterizada pela queda no número de plaquetas, associada à anemia. Para estabilizar o quadro, foram necessárias transfusões de sangue. No domingo, 23, o pontifície desenvolveu uma insuficiência renal leve, o que agravou seu estado.

Depois de uma semana estável, no dia 28 de fevereiro o papa sofreu um broncoespasmo, uma contração involuntária intensa da musculatura pulmonar que causa crise de falta de ar intensa. O padre inalou parte do próprio vômito e foi necessário passar por uma broncoaspiração para limpeza dos pulmões.

O quadro causou uma crise respiratória grave que piorou ainda mais seu estado de saúde e exigiu ventilação mecânica integral.

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