segunda-feira, abril 27, 2026
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Polícia desarticula quadrilha que roubou 120 relógios de luxo após criminosos chamarem closet de ‘apelido’ dado por diarista


Itens apreendidos pela Polícia Civil de Pernambuco na Operação The Closet — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Uma quadrilha investigada por roubar uma coleção de 120 relógios de luxo de um empresário foi alvo da Operação The Closet, deflagrada pela Polícia Civil em cinco cidades de Pernambuco. Segundo a corporação, entre os presos está uma diarista que trabalhava no apartamento e que repassou informações sobre o conteúdo de um closet a um amante, que…

Uma quadrilha investigada por roubar uma coleção de 120 relógios de luxo de um empresário foi alvo da Operação The Closet, deflagrada pela Polícia Civil em cinco cidades de Pernambuco. Segundo a corporação, entre os presos está uma diarista que trabalhava no apartamento e que repassou informações sobre o conteúdo de um closet a um amante, que estava preso. De dentro do presídio, ele coordenou o assalto.

A polícia descobriu o envolvimento da faxineira porque, no momento do roubo, os criminosos fizeram uma chamada de vídeo com ela, que não sabia pronunciar a palavra “closet” e costumava chamar o ambiente de “quarto secreto”. As vítimas, que estavam reféns dos bandidos, ouviram a expressão, que era utilizada somente pela diarista.

Na sexta-feira (24), policiais foram ao Recife, a Itamaracá, a Igarassu, a Abreu e Lima, na Região Metropolitana, e a Bezerros, no Agreste, para cumprir quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão.

A Polícia Civil divulgou, nesta segunda-feira (27), imagens do crime, que foi flagrado por câmeras de segurança no dia 4 de agosto de 2025. Além da faxineira e do amante dela, outras duas pessoas, também mandantes, foram alvo de mandados de prisão. Uma delas já estava presa.

Os quatro homens que aparecem nas imagens e executaram o assalto ainda não foram identificados. As imagens divulgadas pela polícia mostram quando um homem que passeava com o cachorro foi abordado por dois bandidos encapuzados.

Os criminosos apontam armas e forçam o homem e o cachorro a entrarem em um carro. Momentos depois, por volta das 6h, os bandidos aparecem descendo do veículo e entrando pelo portão de um prédio junto com a vítima e o animal.

Imagens divulgadas pela polícia mostram alguns dos itens apreendidos na Operação The Closet. Entre os objetos recuperados, estão dezenas de relógios, cordões de ouro e prata, anéis, brincos e outros acessórios.

Segundo o delegado Gilmar Rodrigues, responsável pelas investigações, a família alvo do roubo desconfiou da faxineira pela forma como ela chamava o closet, ambiente onde estavam guardados os relógios e joias roubados.

Segundo as vítimas, a mulher chamava o espaço de “quarto secreto”, e essa expressão foi utilizada pelos assaltantes no momento do assalto.

“Eles [os assaltantes] fizeram uma chamada de vídeo e a pessoa que falava com eles, mandavam procurar o quarto secreto. ‘Olha no quarto secreto, vê onde é o quarto secreto’. […] Isso chamou a atenção da vítima, porque a faxineira desse imóvel não sabia pronunciar a expressão closet e pronunciava ‘quarto secreto’. Nem a família, nem os parentes, nem outros empregados nunca chamaram o closet de ‘quarto secreto’”, disse o delegado.

Além disso, a pessoa que estava em chamada de vídeo com os assaltantes sabia exatamente o local onde ficavam os relógios e joias.

“Na chamada de vídeo, a pessoa que estava lá do outro lado dizia ‘o quarto secreto, abre, do lado direito estão as caixas com os relógios e do lado esquerdo estão as joias’. Quem trabalhava e quem fazia a limpeza do quarto secreto, que era o closet, era a faxineira”, declarou.

O delegado também contou que, recentemente, a faxineira passou a trabalhar como cuidadora da mãe de uma empresária, e que a família já desconfiava de atitudes da funcionária, que passou a aparecer no trabalho sem ser chamada.

“Ela já estava frequentando a casa da empresária sem ser chamada, sem ser convidada, sem ser dia de trabalho dela. […] Sabia que a empresária era bem-sucedida, então ela ia para a casa da empresária sem ser chamada. Então, a gente está investigando também a vida dela em outros locais de trabalho, para saber se ela praticou o mesmo crime em outras residências”, contou Gilmar Rodrigues.

Segundo a Polícia Civil, a operação é vinculada à Diretoria Integrada Metropolitana (DIM), sob a presidência do delegado Gilmar Rodrigues, que é titular da Delegacia de Polícia da 26ª Circunscrição de Rio Doce, em Olinda – unidade integrante da 7ª Delegacia Secional (7ª Desec).





Fonte: Alagoas 24h

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